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Sociólogo admite que comunicação social pode potenciar manifestações

15 nov, 2012

José Rebelo reconhece que presença das câmaras pode incentivar um tipo de manifestação mais violenta.

A comunicação social pode ser, muitas vezes, responsável pela exaltação dos ânimos numa manifestação e a ânsia de protagonismo transforma um simples protesto numa batalha campal.

A opinião é expressa em declarações à Renascença, por José Rebelo, sociólogo da comunicação e professor no ISCTE.

"A existência de câmaras incentiva este tipo de manifestação. As pessoas também querem um protagonismo, que lhes é dado através dos próprios media", afirma José Rebelo.

Olhando para os acontecimentos ocorridos às portas do Parlamento, após a manifestação da CGTP que juntou milhares de pessoas, o especial aponta como relevante o facto de assistirmos, nos últimos tempos, "a manifestações, seguidas de conflitos desta natureza, na Grécia ou em Espanha".

"Quase parecia mal que aqui não acontecessem”, refere o sociólogo.

José Rebelo aponta ainda outro factor que leva a que manifestações deste tipo possam degenerar em violência: a presença de "infiltrados" entre os manifestantes: "É comum nas grandes manifestações haver grupos de manifestantes, normalmente reduzidos, que prosseguem objectivos diferentes daqueles que estiveram na origem da organização da dita manifestação".