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Austrália. Sequestro em Sidney chega ao fim

15 dez, 2014 • Inês Alberti

Tiroteio fez três mortos, o sequestrador e dois reféns. Outras seis pessoas ficaram feridas, incluindo um polícia atingido na cara.

Austrália. Sequestro em Sidney chega ao fim
Austrália. Sequestro em Sidney chega ao fim
O sequestro no Lindt Chocolate Café, em Sidney, que durou 18 horas, terminou após uma operação de resgate da polícia australiana. O tiroteio fez três mortos, o sequestrador e dois reféns. O homem armado tinha 49 anos e foi identificado como um refugiado iraniano condenado por agressão sexual e conhecido por enviar cartas de ódio a familiares de soldados australianos mortos no exterior.
O sequestro no Lindt Chocolate Café, em Sidney, que durou 17 horas e fez 17 reféns, terminou após uma operação de resgate da polícia australiana. A confirmação foi feita pela polícia de Nova Gales do Sul, em conferência de imprensa.
 
De acordo com o comissário Andrew Scipione, a decisão de avançar foi precipitada por tiros disparados pelo sequestrador. Nessa altura, cerca de uma dezena de elementos das Forças Especiais entraram no café. 

Os agentes dispararam tiros e granadas de atordoamento, enquanto vários reféns fugiam. Durante a operação três pessoas morreram, incluindo o sequestrador, e outras seis ficaram feridas, entre elas um polícia atingido na cara.

Após a ofensiva, um dispositivo de neutralização de bombas foi visto a entrar no edifício.

Na conferência de imprensa sobre o incidente, o comissário Andrew Scipione explicou que "este é um incidente isolado.". "Não deixem que este tipo de incidente vos façam perder a confiança em trabalhar ou visitar a nossa cidade. Foi um acto de um individuo. Isto não pode destruir ou mudar a nossa maneira de viver, isto não pode mudar as coisas que construímos neste país”, disse.

“Neste momento peço aos membros da comunidade que estejam unidos. Somos australianos, apoiamo-nos, apoiamos os amigos”, acrescenta.

Quem é o sequestrador?
O homem armado tem 49 anos e foi identificado como um refugiado iraniano condenado por agressão sexual e conhecido por enviar cartas de ódio a familiares de soldados australianos mortos no exterior.

Man Haron Monis é um autoproclamado xeique. Nasceu como Manteghi Bourjerdi no Irão e era xiita, mas converteu-se ao Islão sunita e adoptou posições radicais.

Segundo informação dada pelo próprio no seu "site" e na sua página do Facebook, procurou refúgio na Austrália em 1996 depois de ter sido perseguido no Irão, por ter adoptado uma interpretação do Islão demasiado liberal.

Monis invadiu o Lindt Chocolate Café, em Sidney, ao início da manhã de domingo (9h44 hora local e 22h44 em Portugal). O edifício fica perto da emblemática Opera House, que juntamente com outros edifícios da zona foi evacuado. 

O sequestrador que obrigou alguns reféns a pendurar uma bandeira preta na montra com uma inscrição: "Não existe outro Deus senão Alá, e Maomé é o seu profeta".

O sequestrador exigiu uma bandeira do Estado Islâmico e um telemóvel para falar com o primeiro-ministro australiano.

A Austrália elevou, em Setembro último, o nível de alerta terrorista de "médio" para "alto" pela primeira vez em dez anos.

[Notícia actualizada às 18h56]