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Detenção de Sócrates demonstra que "instituições estão a funcionar", diz Cavaco

26 nov, 2014

Presidente da República não comentou directamente a detenção do antigo primeiro-ministro José Sócrates, mas negou que o caso possa afectar a imagem de Portugal no exterior.

Detenção de Sócrates demonstra que "instituições estão a funcionar", diz Cavaco
Detenção de Sócrates demonstra que "instituições estão a funcionar", diz Cavaco
O Presidente da República não comenta directamente a detenção do antigo primeiro-ministro José Sócrates, mas nega que o caso possa afectar a imagem de Portugal no exterior. Em declarações aos jornalistas em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, Cavaco Silva afirma que esta detenção mostra que "as instituições estão a funcionar"

O Presidente da República, Cavaco Silva, considera que a detenção de José Sócrates prova que "as instituições democráticas estão a funcionar".

Sem querer comentar directamente o caso, por respeito "ao princípio da separação dos poderes", o Presidente da República considerou, no entanto, que o mesmo não deve afectar a imagem de Portugal no estrangeiro.

"Estou convencido que essa imagem não se vai alterar significativamente, espero até que não se altere nada porque quem nos observa verifica que as instituições democráticas estão a funcionar com toda a normalidade no nosso país, não me parece que vá ocorrer uma alteração da imagem de Portugal no estrangeiro", afirmou o chefe de Estado em declarações aos jornalistas em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

O Presidente da República desvalorizou ainda o facto da notícia da prisão preventiva de José Sócrates estar a ser falada em todo o mundo, sublinhando que é natural isso acontecer "quando ocorre qualquer coisa que atrai muito a atenção da comunicação social".

O Presidente da República inicia esta quarta-feira uma visita oficial de dois dias aos Emirados Árabes Unidos, com passagem por Abu Dhabi e Dubai, numa viagem com um "pendor marcadamente económico".

O ex-primeiro-ministro José Sócrates está detido na prisão de Évora, depois do primeiro interrogatório judicial e de ter sido colocado em prisão preventiva. José Sócrates o é o primeiro ex-chefe de governo da história da democracia portuguesa a ficar em prisão preventiva, indiciado por fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção.

[Notícia actualizada às 15h30 de 26 de Novembro]