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Ensino de português cada vez mais procurado entre os chineses

19 mar, 2014

Chegar aos mercados de Angola, Moçambique, Brasil e Timor são, por regra, os objectivos dos chineses, cada vez mais, interessados na língua portuguesa.

Há cada vez mais chineses a aprender português. A língua de Camões é considerada uma mais-valia na altura de procurar trabalho sobretudo em Angola, Moçambique, no Brasil ou em Timor, razão mais que suficiente para haver, na China, 30 universidades com licenciatura em Português.

Mas a procura do português também se reflecte em Portugal. Em Braga, são cada vez mais os chineses que estudam português na Universidade do Minho.

De Xangai, Lourenço chegou a Braga para aprender português, seguindo “com naturalidade”, um conselho do seu pai: “Eu não escolhi a língua portuguesa, mas foi a língua portuguesa que me escolheu. Foi a língua que o meu pai me aconselhou porque sabia que a língua portuguesa é uma língua global e, então, eu segui o conselho do meu pai”.

Uma tendência crescente, explica Lin Sun do Instituto Confúcio da Universidade do Minho, onde são, cada vez mais, os chineses interessados no português. "Há sete ou oito anos existiam apenas quatro ou cinco universidades com licenciatura em português. Neste momento, temos quase 30 universidades chinesas que estão a ensinar português. Realmente, os licenciados em língua portuguesa são aqueles que têm mais oportunidade de escolha de emprego. Um aluno tem quatro ou cinco empregos para escolher. E isso não acontece com outras línguas".

Uma língua encarada como essencial para o ingresso no mundo do trabalho, mas também para quem está no mundo dos negócios, conta Anabela Barros, docente nos departamentos de estudos portugueses e lusófonos e estudos asiáticos da Universidade do Minho. "Sendo já engenheiros e tendo já emprego, param esse emprego porque o interesse deles é entrar nos negócios por exemplo em Angola. Então eles vêm estudar português. Metade dos nossos alunos são homens de negócios", diz.

Chegar aos mercados de Angola, Moçambique, Brasil e Timor são, por regra, os objectivos dos chineses, cada vez mais, interessados na língua portuguesa. O que não deixa de ser, também, uma janela de oportunidade para os portugueses: "Como o nosso primeiro-ministro nos recomendava: é preciso sair da nossa zona de conforto. Portanto, China!".