Trabalhadores da CP e Refer voltam às greves em Março

18 fev, 2014

Na base dos protestos estão o corte de salários, pensões e direitos, a redução dos investimentos em comboios e infra-estruturas, a redução contínua de trabalhadores e a falta de segurança quanto à manutenção do posto de trabalho.
Os trabalhadores da EMEF param a 11 de Março para um plenário nacional e manifestação, seguindo-se, dia 13, uma greve na CP, Refer e CP Carga, foi hoje decidido num encontro de representantes do sector ferroviário.

O coordenador do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF), José Manuel Oliveira, explicou que na base do protesto está "o corte dos salários e dos direitos" no sector, assim como "as políticas de privatização/concessão e destruição do serviço público ferroviário".

Em declarações à agência Lusa, o dirigente sindical criticou, nomeadamente, o fim do direito ao transporte gratuito quer de reformados, quer de trabalhadores no activo, salientando que, no caso dos reformados, tem um "impacto muito grande" na mobilidade.

Debaixo das críticas do sindicato estão também os cortes no abono de família, o "acordo de empresa recortado às tirinhas", o "brutal aumento dos impostos" e os "cortes nas pensões", além do menor investimento em ferrovia (quer no material circulante, quer na infra-estrutura), da "redução contínua" de trabalhadores e da total falta de "segurança" quanto à manutenção do posto de trabalho.

A 11 de Março os trabalhadores do Porto, Barreiro, Lisboa e Entroncamento da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF) irão concentrar-se no Entroncamento, estando prevista uma paralisação geral da empresa durante todo o dia, "com recurso aos tempos legais para plenário e também a algum tempo de greve".

No dia 13 será a vez dos trabalhadores da CP, Refer e CP Carga cumprirem uma greve de 24 horas.