Alfredo Casimiro, dono da Pasogal, empresa que detém 50,1% da Groundforce, não pode entregar as ações como garantia para o empréstimo. Falha é obstáculo para acordo para pagamento de salários em atraso.
Comunistas consideram que “nada justifica que os salários não sejam imediatamente pagos” e denunciam o que classificam como "operação de chantagem sobre os trabalhadores, que terá como objetivo último o aproveitamento desta situação para reduzir no futuro ainda mais o preço da força de trabalho”.
A manifestação acontece após a administração da empresa ter comunicado que não está em condições de pagar os salários de fevereiro, sem que esteja concluído o processo de empréstimo bancário em curso.
Empresa diz não estar em condições de pagar, de momento, os salários de fevereiro sem que esteja concluído o processo de empréstimo bancário, devido a uma falha num pagamento da TAP.
As remunerações na maior empresa de handling do país estavam a ser asseguradas pela TAP. Sindicatos do Pessoal de Voo da Aviação Civil e dos Pilotos votam hoje os acordos de emergência.
O setor da aviação foi dos mais atingidos pela pandemia de Covid-19. A Groundforce tem cerca de 2.300 funcionários em "lay off" e o seu diretor-executivo defende o prolongamento da medida, porque ainda não há luz ao fundo do túnel. Em entrevista à Renascença, Paulo Neto Leite garante que tudo está a ser feito para evitar despedimentos, mas há contratos a termo a ser analisados caso a caso.