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Incêndios

Fogo na Serra da Estrela já consumiu cerca de 3.600 hectares

08 ago, 2022 - 17:32 • Diogo Camilo com Lusa

Desde o início do ano, mais de 7.500 incêndios florestais queimaram 58 mil hectares em Portugal, mais do dobro da média para esta altura do ano. Área ardida em Manteigas e Covilhã nos últimos dois dias já é equivalente ao concelho do Barreiro.

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O incêndio no Parque Natural da Serra da Estrela é o que mais preocupa neste momento e já consumiu cerca de 3.600 hectares dos concelhos de Manteigas, no distrito da Guarda, e Covilhã, no distrito de Castelo Branco, tornando este no quarto fogo com maior área ardida desde o início do ano.

Segundo a página da Proteção Civil, encontravam-se no local, pelas 17h30, 574 operacionais, apoiados por 169 meios terrestres e oito meios aéreos, num fogo que teve início durante a madrugada de sábado. A vermelho, na imagem da situação atual do incêndio, está representado o incêndio, que já consumiu uma área semelhante à do concelho do Barreiro, enquanto a zona do Parque Natural da Serra da Estrela está representado a verde.

Esta segunda-feira, o autarca de Manteigas criticou as opções tomadas no combate às chamas. À Renascença, Flávio Massano lamentou que a faixa primária e o estradão de terra não tenham sido devidamente aproveitados para extinguir o fogo, adiantando à Agência Lusa que, em termos de área ardida, “já arderam mais de mil hectares” do concelho.

Ao todo, de acordo com o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS), já arderam 3.594 hectares na zona do Parque Natural da Serra da Estrela, dos quais mais de 60% correspondiam a mato e 1,4% a zonas de agricultura.

Mais de 7.500 incêndios e mais de 58 mil hectares ardidos este ano

Desde o início do ano, os incêndios florestais queimaram mais de 58 mil hectares, mais do dobro da média para esta altura do ano, que é de cerca de 27 mil hectares.

Segundo os números do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) no terceiro relatório provisório sobre incêndios rurais de 2022, divulgado esta segunda-feira, deflagraram 6.164 incêndios entre 1 de janeiro e 15 de julho, que resultaram em mais de 40 mil hectares de área ardida.

Comparando os valores de 2022 com o histórico dos 10 anos anteriores, o ICNF assinala que se registaram menos 6% de incêndios rurais, mas mais 59% de área ardida, relativamente à média anual. Até ao final de julho, Portugal registava já o seu quinto ano com maior número de incêndios e o terceiro maior em termos de área ardida dos últimos dez anos.

O mês de julho é este ano o que apresenta maior número de incêndios rurais, 40% do total, sendo também o mês de mais área ardida, 46.996 hectares, o que representa 81% de toda a área ardida registada este ano.

Os números indicam também que este ano os incêndios com área ardida inferior a um hectare são os mais frequentes (82% do total). Quanto a grandes incêndios, o ICNF dá conta de, até final de julho, 12 incêndios com uma área ardida superior ou igual a 1.000 hectares.

Com uma área ardida igual a superior a 100 hectares, já considerado um grande incêndio, registaram-se 57 casos, que foram responsáveis por 81% do total de área ardida.

Os cinco maiores incêndios deste ano ocorreram todos no mês de julho, sendo o que consumiu mais área foi o que deflagrou no concelho de Murça, Vila Real, a 17 de julho (7.058 hectares). Segue-se o incêndio de Pombal, Leiria, com 5.126 hectares de área ardida (a 08 de julho).

Em terceiro lugar o incêndio de Chaves, Vila Real, de 15 de julho, com 3.368 hectares ardidos, depois Carrazeda de Ansiães, Bragança, a 7 de julho, com 3.330 hectares ardidos, e Ourém, Santarém, também a 7 de julho, que consumiu 2.936 hectares.

Outros dados não diferem grandemente do anterior relatório. No documento divulgado, as queimas e queimadas continuam a representar a principal origem dos incêndios rurais investigados, 54% do total. Os reacendimentos representam 05% do total de causas apuradas, um valor, diz o ICNF, inferior face à média dos 10 anos anterior 12%).

O incendiarismo, atribuído a imputáveis, representa 18% das causas apuradas.

Numa análise por distritos, o Porto, seguido de Braga e Vila Real, são os que têm maior número de incêndios. Mas o ICNF salienta que nos três os incêndios foram de reduzida dimensão (menos de um hectare). Quanto a área ardida os mais afetados foram Vila Real, com 16.085 hectares, o que corresponde a 28% do total de área ardida, Leiria (15% do total) e Bragança (10%).

E por concelhos os que tiveram mais incêndios rurais até ao final de julho foram os de Penafiel (294), Montalegre (164) e Arcos de Valdevez (136). Em termos de área ardida está Murça em primeiro lugar (4.080 hectares), depois Vila Pouca de Aguiar (3.719) e Chaves (3.654 hectares).

A área ardida dos 20 concelhos mais afetados representa 72% da área total que ardeu, nota o ICNF. O relatório concluiu ainda que a área ardida deste ano "é consideravelmente inferior à área ardida expectável, tendo em conta a severidade meteorológica verificada".

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