Tempo
|

Entrevista

Dirk Niepoort: "Nos últimos 30, 40 anos a minha vida tem sido aprender com os velhinhos"

20 jan, 2023 - 19:05 • Maria João Costa

Não é enólogo, mas é responsável por uma nova forma de fazer vinho em Portugal. Dirk Niepoort diz que aprendeu tudo com os “velhinhos”. Acha que a “maior parte dos vinhos são pesados” e “alcoólicos”. Confessa que prefere “um vinho não perfeito que dê gozo beber”. Sem perceber “patavina” de dinheiro, o herdeiro do império Niepoort, admite começar a ser difícil contratar mão de obra no Douro.

A+ / A-

Diz de si que é uma “mistura europeia um bocadinho sinistra”. Tem passaporte holandês, mas tem “coração português”, embora reconheça que os portugueses, às vezes, “são tacanhos e pequeninos”. Dirk Niepoort é o herdeiro da empresa Niepoort, um dos maiores produtores de vinho da região do Douro e uma das marcas mais reconhecidas quando se fala em Vinho do Porto.

Aprendeu com os “velhinhos” que um bom vinho deve ser genuíno. Em entrevista à Renascença confessa: “Prefiro um vinho simpático, não perfeito que dê gozo beber, do que estas coisas modernas, todas muito feitas e muito exageradas”.

Sobre o país que sente como seu, defende que Portugal deveria ter “uma atitude mais proactiva”. Otimista por natureza, Niepoort admite que não liga “patavina ao dinheiro”, mas diz: “pelos vistos sei fazer dinheiro”. Uma das lições que aprendeu foi que “delegar é uma das palavras mais importantes na vida”.

Preocupado com a atual conjuntura socioeconómica, Dirk Niepoort defende que Portugal deve investir no turismo de qualidade e ter turistas que não vêm apenas porque os “voos são baratos”. Numa conversa acompanhada por um copo de uma das suas produções, reconhece que começa a ser difícil contratar mão de obra no Douro. “Estamos a viver os tempos de uma agonia social muito complicada”, afirma o empresário, que lamenta os problemas que a “política social e empresarial muito complicada” está a gerar ao “proteger demasiado o empregado”.

Quem é o Dirk Niepoort?

Sou holandês de passaporte, mas que hoje em dia já tenho um passaporte português e sinto-me português. Não me sinto holandês, mas de aspeto sou mais holandês. Sou uma mistura europeia um bocadinho sinistra, mas de coração português.

Tem dado muito ao património dos vinhos portugueses. Sente essa responsabilidade e missão?

Eu descobri que o meu porquê nos últimos 30, 40 anos tem sido Portugal, e não a empresa, não a Niepoort. É acima de tudo pôr Portugal no mapa e fazer alguma coisa pelo nosso país, pelo qual tenho muito carinho, e acredito muito no nosso país. Às vezes tenho dificuldades em entender as mentalidades.

Porquê?

Porque às vezes somos tacanhos, somos pequeninos, temos falta de confiança, falta acreditar em nós. A gente sabe que somos um país pequenino, mas somos um país que é o quarto ou quinto maior produtor de vinho do mundo, temos regiões, falando só do Norte, como o Minho, Douro, Bairrada e Dão. São quatro regiões, uma ao lado da outra, e são totalmente diferentes, com condições totalmente diferentes e com potencial enormíssimo. E isto é só o Norte.

Temos o país todo com outras regiões que são fantásticas, com potencial muito grande. Às vezes irrita-me um bocadinho sermos pouco proativos, não acreditarmos em nós, porque a verdade é que nós é que temos que fazer. Não podemos estar à espera que caia do céu. Há muito esta lógica do Governo, o Governo, o Governo! O Governo é o culpado de tudo. O Governo somos nós! Se as pessoas tivessem a consciência, “a culpa é do Governo”, não! O Governo somos nós! Se nós começássemos a ter uma atitude mais proativa, seríamos um país fantástico.

Eu sou otimista, e penso que Portugal está numa onda fantástica. Agora temos é que não ser portuguesinhos e aproveitarmos esta onda, para aproveitarmo-nos estrangeiro, o turista, e investir no turismo, na qualidade, fazer melhor e fazer com que as pessoas queiram vir para Portugal pela qualidade, e porque querem vir, e não porque os voos são baratos.

Viaja bastante, percebe que o mercado estrangeiro está recetivo aos vinhos e à produção portuguesa?

É muito giro. Portugal está aqui nesta parte oeste da Europa, afastado do centro. E se calhar Portugal teve essa vantagem, de estar fora do centro, há 500 anos. E hoje em dia quase que vejo isso como uma coisa positiva, porque estamos afastados de todos, temos o Atlântico, temos uma cultura muito própria, tradições, uma natureza fantástica, temos o melhor peixe do mundo, horticultura, temos o vinho, temos a comida, temos muita coisa que é muito positiva, que neste momento está a jogar a nosso favor.

Devo dizer, embora sejamos às vezes uns lorpas, somos simpáticos e recebemos bem, somos menos arrogantes que outros países vizinhos na Europa. E isso, neste momento, cai positivamente a favor de Portugal. O estrangeiro neste momento está numa boa onda de querer vir, porque é bem recebido. O que nós temos é ser mais profissionais, não abusadores do estrangeiro, é sermos nós! Não temos de ser mais do que somos, é sermos nós!

Genuínos?

Genuínos!

Tão genuíno quanto um vinho? Quando parte para elaboração de um vinho, tenta tirar da terra o melhor da natureza?

Esse aspeto de sermos genuínos é essencial. Nós temos de ser autênticos. Temos que aprender com o passado, respeitar as vinhas velhas, as muitas castas que temos. E temos de fazer o melhor, não tentando copiar o mundo, mas sim sendo nós próprios.

Nesse aspeto, penso que há 30 anos era difícil, embora eu sempre quisesse mostrar a nossa intransigência. Hoje em dia, é muito mais fácil, porque uma casta esquisita, rabo de ovelha, que é um palavrão para um estrangeiro, basta não ser Chardonnay para ser uma coisa positiva.

Temos que entrar nesta onda positivamente e fazer aquilo que nós temos, que os outros não têm, que é a mistura de castas, castas que não existem, fazer vinhos como o chamado "Bastardo", que é uma casta um bocado desaparecida, mas que é uma casta nossa, mas que é muito famosa em França. Temos é que ser autênticos e genuínos. Acreditar em nós!

Arrisco perguntar se sente que é uma espécie de arqueólogo? Procura a mais a origem do vinho? As raízes?

Está muito bem engendrado! Não nos conhecemos assim tão bem, para me chamar arqueólogo, mas acho piada! O que eu diria que é o meu carácter, a minha pessoa, é tentar aprender com os velhinhos, é tentar aprender com as tradições, e procurar o que Portugal já foi, mais do que a técnica, porque a técnica, ela está cá, agora os velhinhos ainda estão cá, mas vão morrendo. Quando eles morrerem, a gente já não aprende com eles. Nos últimos 30, 40 anos a minha vida tem sido aprender com os velhinhos.

E aprende-se muito sobre a arte do vinho?

Aprende-se muitíssimo! É fantástico, é muito bom!

Temos aqui uma garrafa de uma produção sua, neste caso da zona da Bairrada. A família Niepoort está ligada ao Douro. Mas o Dirk tem vindo a expandir o negócio, apostando em outras zonas. Porque é que há pouco dizia que a Bairrada era "a sua menina dos olhos azuis"?

A minha base é claramente o vinho do Porto. Nós somos uma casa de vinho do Porto, tem a ver com o Douro. Mas o meu pai, e eu sou como o meu pai, andava muito metido na Bairrada e muitas vezes eu fui visitar as Caves São João, por exemplo. Tenho uma relação com a Bairrada muito antiga. Não tem 30 anos. Antes de eu saber andar já ia com o meu pai visitar as caves de São João, e ver aquelas caves velhinhas e sujas e os espumantes, e vinhos.

Em casa, o meu pai "usava-me" para abrir os vinhos e normalmente eram uma cava de São João, ou vinhos portugueses antigos, e eu é que era responsável por abrir os vinhos. A Bairrada tem algo de muito intrínseco, e nos anos 1993, 1994 e 1995 eu fiz vinhos com o Mário Sérgio, e outros produtores. Aquilo marcou-me muito, porque deu-me um conhecimento de perceber o potencial que existia.

Se calhar não consegui fazer exatamente o que eu queria, porque o bairradino, é muito bairradino e às vezes é um bocadinho cabeça dura, mas hoje entendo-me muito bem com os bairradinos. Sou parte dos Baga Friends e a Bairrada mudou dramaticamente, e está muito mais para a frente. Deu-me um impulso e um acreditar num “terroir”, que é uma palavra que é muito francesa, mas que tem uma verdade muito importante, e acho a Bairrada é mesmo muito boa e tem um potencial muito grande.

Falha-se muito neste negócio do vinho? Acerta-se mais?

Acho que o falhar faz parte. Quando nós compramos a Quinta de Baixo, em 2012, eu parti do princípio que iria demorar dez anos a conseguir fazer mais ou menos aquilo que eu sonhava fazer. E aconteceu muito mais depressa do que eu imaginava. O que, se calhar, nem é bom!

O que eu queria fazer eram vinhos muito leves, que estavam fora de tempo, sem cor, sem madeira, uns vinhos sexy, finos, elegantes. Era uma lógica de Bairrada que não existia no mercado, mas que não é uma invenção minha, porque Dores Simões fazia vinhos assim. Havia outros clássicos que já faziam vinhos da Bairrada assim.

Eu não vou ser arrogante ao ponto de dizer que isto é uma invenção minha! Não. Foi uma inspiração baseada em velhinhos, mais uma vez. O que é que eles faziam? Eram vinhas velhas que tinham uva branca misturada, que eram envelhecidos em cimento, em vez de madeira, pouca é extraído, etc. Eu não inventei nada de especial na Bairrada. Eu fiz aquilo que aprendi com os velhinhos.

Também têm vindo a passar muito o seu conhecimento a outros. Têm tido pessoas a trabalhar consigo, que depois também acabam por sair e ir fazendo o seu percurso. O Carlos Raposo [Vinhos Imperfeitos] é um desses exemplos. Sente que vai criando "descendência" nesta forma de fazer vinho em Portugal?

Sim, o Carlos é um muito bom exemplo. Eu chamo-lhes discípulos meus. É verdade! São pessoas que seguem uma linha que se calhar não teriam seguido se não tivessem trabalhado comigo.

Mas muitos estudaram na faculdade, enologia. Depois vão trabalhar consigo e é como se desaprendessem as técnicas químicas que estudaram?

Sim, o Carlos é um bom exemplo! Deve ter sofrido muito nos primeiros dois anos, porque teve de desaprender tudo aquilo que aprendeu na universidade. Mas há pessoas que são mais casmurras, que seguem aquilo que seguem, mas nós tivemos muitos estagiários, e é muito interessante ver que há pessoas na Austrália, na Áustria, na Alemanha, em Espanha que estão a fazer certas evoluções.

Já me acusam de eu ser culpado, das pessoas vindimarem cedo demais. Se calhar tenho alguma culpa nisso. Mas, que mudou alguma coisa, mudou e que o mundo está melhor, no meu entender, está.

O que ainda o surpreende quando lhe dão um vinho a provar?

Lá está, eu gosto de provar vinhos velhos! Surpreendem-me, como ontem à noite, um de 1937, um Riseling da Alemanha. O que me surpreende, acima de tudo, são vinhos que tenham um equilíbrio, que sejam autênticos e que mostrem de onde vem.

Hoje tenho pouca paciência para vinhos, não é uma questão de química, ou não, mas é uma questão de técnicas de fazer vinho. Eu fico cansado e não me apetece beber vinho. A maior parte dos vinhos são pesados, alcoólicos, com muita madeira. Eu prefiro um vinho simpático, não perfeito que dê gozo beber, do que estas coisas modernas, todas muito feitas e muito exageradas.

Ainda se lembra da primeira vez que provou um vinho?

Não me lembro, mas tem uma fotografia do meu pai e do meu avô em que pelos vistos eu provei um bocadinho mais do que devia e subiu-me à cabeça. Tinha eu, para aí, oito anos ou sete anos.

Fala do vinho muito de alma e coração. Mas há um lado empresarial, de economia que tem de gerar negócio. Esse lado, não lhe interessa tanto? Ou é igualmente importante? É como num bom vinho, é preciso encontrar o equilíbrio?

É exatamente. É um bocadinho como fazer um grande vinho. Eu não ligo patavina ao dinheiro, a parte financeira não me interessa, mas pelos vistos sei fazer dinheiro. A lição que diria que se aprende nisto, é que, como são coisas que eu não sei fazer bem, eu sou muito bom a delegar. Delegar é uma das palavras mais importantes na minha vida.

Temos um diretor geral que, independentemente de o ser, é já um amigo que já trabalha comigo há 15 anos, mas já somos amigos há 33 anos. Ele é uma peça fundamental no sucesso da Niepoort, como são todas as outras pessoas na Niepoort.

É uma empresa que é também família?

Acho que a parte mais importante, o melhor da Niepoort, que é também a coisa mais complicada e chata, são as pessoas! Às vezes são difíceis de aturar! Mas a melhor coisa que a Niepoort tem são as pessoas e é a equipa. A Niepoort tem uma equipa fantástica, fabulosa e é isso que faz a diferença.

Num mundo perfeito, eu não tenho de fazer nada! Eles fazem tudo, e eu só existo.

Para provar e aprovar?

Tudo isso tem uma certa verdade. Eu sou complicado, porque tenho ideias a mais, e crio coisas a mais. E eles têm de me aturar. Quem faz as coisas acontecer no dia a dia, não sou eu, são mesmo 74 famílias. Hoje tenho o meu filho mais velho a trabalhar comigo no Porto, o mais novo na Alemanha. A minha filha, tem 18 anos, ainda está a pensar no mundo dela. Mas, não é a família Niepoort, é o que chamo a "família Niepoort" que são 74 famílias.

Sente isso como uma responsabilidade social? Sobretudo no atual contexto que Portugal está a viver, com uma situação social complicada e a inflação a subir. Isso, a um empresário, dá uma acrescida responsabilidade?

No meu caso, totalmente, mas não é uma coisa recente, nem é uma coisa nova. É uma coisa que sempre foi assim.

O que é acha que falta às empresas portuguesas produtoras de vinho? O que é que lhes tem faltado para darem o salto?

Devo dizer, agora falando mal do Governo, a política social e empresarial é muito complicada, e protege demasiado o empregado. Está a criar problemas e com o Covid-19 ainda vai criar muito mais problemas. Está a proteger as pessoas, as pessoas já não querem trabalhar. Parece que precisamos de uma guerra para as pessoas começarem a funcionar de outra maneira. Isto é horrível o que estou a dizer, mas estamos mal-habituado. As pessoas já não querem trabalhar, querem é ter tempo livre e tempo para ir fazer ginásio, ir ao cinema, mas querem ganhar o mesmo!

Estamos a viver os tempos de uma agonia social muito complicada. Eu não sinto isso na nossa empresa, para já. Mas penso que mais tarde, ou mais cedo, vai acontecer. As pessoas têm que ser mais responsáveis e Portugal não está tão mal, como a gente diz. Se compara os salários de Portugal com outros países, realmente Portugal ganha menos. Mas Portugal tem 14 meses, 15 meses e no caso da Niepoort tem 16 meses de salários, em alguns casos, que é uma brutalidade. Se fizermos as contas bem feitas, o empregado da Niepoort não ganha assim tão mal como parece. Isto se compararmos 12 meses, e esse salário, é uma diferença. Isto dito pela minha mulher que é alemã e que fica revoltada pelas comparações com a Alemanha.

Não somos a Alemanha? Não! Mas podíamos ser. Mas para isso temos de trabalhar. Não é estar à espera que o Governo nos crie condições. Isso só depende de nós. E isto é a parte que me irrita. Tenho um lema que é "Para frente é o caminho", mas é nós fazermos o nosso caminho. Não estar à espera que caia do céu.

É difícil arranjar mão de obra para trabalhar no vinho?

No Douro está a começar a ser, em termos de viticultura. Na Niepoort não é nada difícil. É muito fácil. Há muita gente que gostaria de trabalhar na Niepoort, e para nós é fácil. Agora, na parte da viticultura começa a ser um problema cada vez mais grave. E a seca…mas isso são tudo problemas que já existem há muito tempo. Não é uma coisa recente.

Os “velhinhos” de que falava há pouco também ajudar a saber resolver esses problemas?

Na minha opinião, os velhinhos sabem melhor resolver os problemas. É como vinhas novas, são as que sofrem mais. As minhas velhas não sofrem tanto. Normalmente. Não é sempre assim. Mas é muito giro ver que os velhinhos são velhinhos, mas quem trabalha são os velhinhos, não são os novos!

Que vinho é este que serviu neste copo?

É um Voyeur, feito pelo Luís Pedro de umas ânforas que o Carlos Raposo comprou antes de ir embora. É um vinho muito sexy, de maceração pelicular de seis meses, sem extração nenhuma e sem intervenção nenhuma. É um vinho muito simples de fazer. O difícil é ser tão perfeito, como é. Ou seja, tem de ser tudo perfeito, para, no fim, estar perfeito. Está muito perfeito e equilibrado. É muito raro um vinho, como uma maceração de seis meses, ter este equilíbrio e esta fineza.

Tópicos
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Eduardo Carvalho
    25 jan, 2023 Coimbra 00:17
    Excelente entrevista Apresenta indiretamente uma forma humana e económica, não prescindindo do lado técnico seja histórico ou atual. Foca entre outras questões, a zona vinicula da bairrada e a falta de mão -de-obra qualificada e o que é a diferença entre um vinho quimicamente produzido e outros feitos de forma (clássica). Define perfeitamente o que é um bom vinho e não um explosivo. Das minhas andanças por Portugal e em provas de vinhos, tirei uma máxima para os meus amigos: já não sei qual a diferença entre um vinho alentejano e um do norte. Dirk Niepoort
  • Paulo
    22 jan, 2023 Vila Real / Douro 05:04
    Grande Entrevista! O Dirk Niepoort em Grande Forma; uma Antologia! Talvez tão importante como o Portugal Vinicola, do Cincinato da Costa; menos técnica, mas muito emotiva... E, sem emoção, não há bons vinhos !!! Sem técnica também não, mas o importante mesmo é respeitar o know how dos mais velhos. Tenho muito orgulho em conhecer e ter aprendido muito com Dirk! Forte abraço para ele, para o Daniel e para a as suas mulheres 😀. Para toda a Família Niepoort também! Bem haja à Jornalista Maria João Costa

Destaques V+