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Coração de D. Pedro regressa ao Brasil, mas antes pode ser visto no Porto

19 ago, 2022 - 12:50 • Celso Paiva Sol , Carla Caixinha

A relíquia do rei será mostrada, pela primeira vez, ao público numa vitrine desenhada especialmente para o efeito. A exposição inédita pode ser visitada no próximo fim de semana no Salão Nobre da Irmandade da Lapa.

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Foto: Estela Silva/Lusa
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Foto: CMPorto
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Foto: Estela Silva/Lusa
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D. Pedro IV foi sepultado no Brasil, mas quis a paixão pela cidade do Porto, que o seu coração ficasse em Portugal. Agora, a relíquia vai atravessar o Atlântico, naquele que é um regresso simbólico, e onde será atração do bicentenário da independência do Brasil. O coração viaja domingo, depois de estar exposto dois dias na Igreja da Lapa, no Porto, e ficará 20 dias em território brasileiro.

Tendo sido o primeiro imperador do Brasil, foi D. Pedro IV que, no exílio, proclamou a independência do país.

O responsável pela operação é o superintendente Leitão da Silva, comandante da Polícia Municipal do Porto, que realizou uma avaliação científica sobre a viabilidade desta viagem. À Renascença, Leitão da Silva disse que esta é uma operação de segurança inédita, mas nem por isso mais complexa do que outras que realizadas no mundo das artes.

“Temos variadíssimas obras de arte que cruzam os oceanos e que têm as atenções de segurança redobradas quando passam de país para país. Por isso, nesta situação vai-se aplicar os mesmos princípios de segurança.”

O responsável destaca o empenho das autoridades brasileiras, que “têm tratado deste assunto de uma forma extraordinariamente profissional e muito delicadamente têm cumprido todos os pedidos para que a exposição e o transporte sejam feitos da melhor forma”.

Vitrine especial deixa relíquia à altura do coração humano

O comandante da Polícia Municipal do Porto, que vai acompanhar o coração durante os 20 dias, revela que as “autoridades brasileiras disponibilizaram um voo da sua Força Área que virá ao aeroporto Sá Carneiro buscar a relíquia e o expositor”.

O superintendente sublinha que foi realizada uma avaliação científica sobre a viabilidade desta viagem. “Tivemos uma colaboração com a Universidade do Porto e com o Instituto Nacional de Medicina Legal para avaliar o seu estado de conservação e para vermos se estava tudo dentro dos parâmetros normais.”

Além disso, foi pedida uma vitrine especialmente concebida para acomodar o coração de D. Pedro IV, desenvolvida arquiteto Luís Tavares Pereira.

“A própria peça/mesa representa o coração e as quatro cavidades cardíacas”, começa por explicar, acrescentado que o coração estará à altura de um coração no corpo humano, tomando como referência a altura média dos portugueses e dos brasileiros, o que coloca o coração sensivelmente a 1,30m. “Há um simbolismo associado mesmo ao expositor que dará a dignidade que a exposição merece.”

A conceção contemplou como prioritária a integridade dos objetos expostos, bem como montagem, desmontagem, transporte e iluminação.

Quando chegar ao Palácio do Planalto, a relíquia vai ser recebida com honras militares. Depois da cerimónia, o coração é transportado para o Palácio Itamaraty, onde fica em exibição até às comemorações do bicentenário da independência do país, em 7 de setembro. A viagem de regresso ao Porto está marcada para 8 de setembro, prevendo-se a sua chegada no dia seguinte.

Para já, será possível visitar a herança do rei no Salão Nobre da Irmandade da Lapa entre as 10h00 e as 20h00, no sábado, e entre as 10h00 e as 16h00, no domingo.

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