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Partidos têm que clarificar posições sobre a TAP, ferrovia e novo aeroporto, insiste o Presidente da República

01 dez, 2021 - 20:37 • Ana Carrilho

Para o Presidente, o tão desejado hub forte para Portugal não pode ser desligado da aposta na reforma da TAP e na sua viabilização. O anfitrião Costa Ferreira elogiou a capacidade de resistência das empresas do setor, que não desistiram de “servir o cliente”, enfrentando “perdas absolutamente violentas, destruição de capitais próprios l e endividamento das empresas e empresários”.

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“As eleições legislativas acabam por ter as suas virtualidades”, referiu esta tarde o Presidente da República na intervenção que fez na sessão de abertura do Congresso da APAVT – Associação portuguesa das Agências de Viagens e Turismo – que decorre até sexta-feira, em Aveiro.

De alguma forma, o Presidente respondeu a Pedro Costa Ferreira, líder da APAVT, que se tinha queixado dos políticos por não terem aprovado o Orçamento de Estado e levado á antecipação das Legislativas.

Para Marcelo Rebelo de Sousa um aspeto positivo de se realizarem eleições legislativas, mesmo antecipadas, é que os partidos concorrentes podem e devem clarificar as suas posições. Por exemplo, sore o novo aeroporto de Lisboa, a ferrovia e o futuro da TAP, “para que não surjam dúvidas metafísicas durante a Legislatura”.

Para o Presidente, o tão desejado hub forte para Portugal não pode ser desligado da aposta na reforma da TAP e na sua viabilização. “Não há alternativa. A alternativa mirífica de esperar que venha o mercado, à saída crise pandémica, do céu, de uma galáxia diferente, de outros países, salvar uma situação que decorreria da extinção da TAP – como quer que fosse a extinção – substituindo o seu papel em aspetos fundamentais em termos internos e de ligação externa num país de diáspora, isso é esperar o impossível”.

“Mas é bom que aqueles que se propõem governar o país digam o que pendam sobre o futuro da TAP”, sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa.

Aliás, o Presidente espera o mesmo em relação à ferrovia - nomeadamente de alta velocidade – e ao novo aeroporto de Lisboa. “Tome-se uma decisão e tome-se em 2022. Eu já disse várias vezes que gostaria de ver o assunto concluído até ao fim do meu mandato, mas para isso, é preciso que haja uma decisão”.

Empresas enfrentaram "perdas absolutamente violentas"

Estas foram, aliás, algumas das questões que tinham sido abordadas nas intervenções anteriores, quer pelo presidente da APAVT – Pedro Costa Ferreira – quer pelo presidente da CTP – Confederação do Turismo Português, Francisco Calheiros.

O anfitrião Costa Ferreira elogiou a capacidade de resistência das empresas do setor, que não desistiram de “servir o cliente”, enfrentando “perdas absolutamente violentas, destruição de capitais próprios l e endividamento das empresas e empresários”.

Reconheceu que os apoios dados pelo governo foram muito importantes, mas deixou bem claro que foram insuficientes, tardios, com processos administrativos muito difíceis. Ainda assim, não poderão acabar, “sob pena de inutilizarmos os esforços desenvolvidos, transformando o fundo perdido em saco roto”.

Para o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo é urgente que esses apoios à retoma continuem, pelo menos até à Páscoa e que se reative o Programa APOIAR.PT já que as empresas estão mais frágeis e mais necessitadas de apoio.

Pedro Costa Ferreira lamentou que neta fase tão difícil para o país, para a economia e para as empresas, os partidos políticos não tenham conseguido entender-se para aprovar o Orçamento de Estado, desencadeando a queda do governo, a dissolução da Assembleia da República e a antecipação de Eleições Legislativas.

“No momento de maior risco para o setor e para a recuperação económica do país esperávamos maior capacidade de entendimento dos políticos, mais foco nos problemas reais das empresas e das pessoas e não, a emergência de uma crise política”.

Por isso, Costa Ferreira assumiu que na APAVT, os empresários estão preocupados e esperam “que os políticos se organizem e construam um diálogo urgente, um Orçamento credível e um quadro de apoios capaz de manter vivas as oportunidades de crescimento do país”.

Quem escapa a estas críticas aos políticos, é a Secretária de Estado do Turismo, que até foi elogiada tanto por Costa Ferreira como por Francisco Calheiros.

O presidente da Confederação do Turismo manifestou mesmo o desejo de que, seja qual for o governo – PS ou PSD – que Rita Marques continue no cargo. “Há quem prometa dez coisas e às vezes, nem faça uma. A engenheira Rita Marques promete uma e faz dez”.

E deixou claro que o futuro da economia e do país passa pelo Turismo.

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