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Covid-19

Vacinas de segunda geração chegam ao mercado em 2022

30 nov, 2021 - 19:18 • Pedro Mesquita

A ciência respondeu em tempo recorde à pandemia e, em pouco mais de um ano, colocou as vacinas que hoje conhecemos no mercado, porém o vírus continua a dar luta. Ómacron é a nova variante que está a alarmar um planeta, à espera de vacinas mais eficazes. Quando é que estarão disponíveis as vacinas de segunda geração?

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As vacinas de segunda geração deverão ficar disponíveis no próximo ano. “A expetativa é 2022”, afirma Miguel Castanho, do Instituto de Medicina Molecular (IMM).

Ouvido pela Renascença, o investigador principal do IMM, refere “algumas delas, pelo menos uma, já começou a pedir autorização”, nos Estados Unidos, para “introdução no mercado e de utilização em contexto de emergência na nova vaga”.

O investigador adianta que as vacinas “sobre as quais se tem mais expectativas” em termos de resultados finais, “são uma da Novavax, outra da Sanofi”, consideradas “inovadoras, no sentido em que utilizam uma réplica de uma peça do vírus, que é a proteína S”.

Uma outra vacina, “a CureVac, é uma vacina de RNA”, do mesmo tipo das conhecidas Pfizer e Moderna, embora “com uma formulação diferente”, esperando-se que venha também “a ter resultados diferentes”, acrescenta Miguel Castanho.

Já sobre se podem travar a variante Ómicron, o responsável é perentório: “Isso não sabemos”.

Está, portanto, tudo “em aberto”, tendo em linha de conta que o “desenvolvimento destas vacinas tem sido feito, considerando os vírus que estão em circulação e disponíveis” e, que até agora, “não incluíam a variante Ómicron”. Um desafio que levará, acredita, os fabricantes a efetuarem “testes também à eficácia das suas vacinas contra este vírus”.

Estas vacinas de segunda geração podem, tudo indica, chegar ao mercado, no próximo ano, não existindo uma garantia, pelo menos por agora, quanto à sua eficácia no combate ao Ómicron.

Ainda sobre as vacinas de segunda geração, os projetos que estão mais adiantados, correspondem a vacinas injetáveis, mas também há outras formas de aplicação como “spray nasal ou adesivo”, ou por “administração oral, na forma de pastilhas”.

Qual será a via mais rápida para responder à variante Ómicron?

Neste cenário, importa perceber qual será a alternativa. O investigador aponta, como solução mais rápida, “a atualização das vacinas atuais”, uma vez que as de segunda geração “ainda estão em desenvolvimento”.

Quanto às que conhecemos, “podem ser imediatamente atualizadas”, afirma Miguel Castanho, prevendo que demore “uns meses”, sem esquecer que “têm de ser produzidas e entrar nos canais de distribuição”, devendo chegar aos nossos braços “em meados de 2022, já depois do upgrade”.

“Essa atualização pode ser feita tomando em conta estas mutações da Ómicron, que é colocar dentro da vacina, as mutações que o vírus também sofreu”, esclarece o responsável do Instituto de Medicina Molecular.

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