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Dados europeus. Já arderam mais de 106 mil hectares em Portugal

27 jul, 2017 - 08:30

Só no incêndio de Pedrógão Grande arderam 46 mil hectares de floresta.

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Os dados do Sistema Europeu de Informação sobre incêndios florestais mostram que até 25 de Julho já arderam mais de 106.987 hectares em Portugal. Mais do que a média anual da ultima década e mais de um terço do que ardeu em toda a União Europeia.

Só no incêndio de Pedrógão Grande arderam 46 mil hectares de floresta.

Segundo as estatísticas disponíveis no site, a média da área ardida em Portugal, em igual período entre 2008 e 2016, é 17.195 hectares.

Em Espanha, os dados até 19 de Julho apontam para uma área ardida na ordem dos 32 mil hectares

A época de combate a incêndios começa a 15 de Maio e termina a 15 de Outubro, estando os meios de combate na sua capacidade máxima entre 1 de Julho e 30 de Setembro, a chamada "fase Charlie".

Área ardida nos maiores incêndios deste verão

Dados recolhidos a 27 de Julho


Veja aqui o mapa interactivo com a área ardida estimada pelo Sistema Europeu de Informação sobre incêndios florestais

Balanço nacional é inferior

Ainda esta semana, em conferência de imprensa, o comandante operacional nacional da Protecção Civil adiantou que, entre 1 de Janeiro e 24 de Julho, deflagraram 7.795 incêndios florestais, que consumiram um total de 75.264 hectares.

Ou seja, os fogos já consumiram o equivalente a 18 vezes a área do município do Porto.

Rui Esteves afirmou que a média do número de ocorrências de fogo e de área ardida é “muito superior” ao decénio de 2007 a 2016.

O comandante da Protecção Civil revelou ainda que foram detidas 64 pessoas por suspeita de fogo posto, com a Polícia Judiciaria a ser responsável por 39 dessas detenções e a GNR 25.

Segundo dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, o pior ano em total de área ardida nos últimos dez anos aconteceu em 2016, quando o fogo consumiu mais de 160 mil hectares, seguido de 2013 (152.756 hectares), 2010 (133.091 hectares), 2012 (110.232) e 2009 (87.421).

Comentários
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  • António Rodrigues
    01 ago, 2017 Faro 19:13
    Estou muito preocupado com o futuro do meu País, pois desde algumas décadas a esta parte instalou-se uma nova indústria que é alimentada pelos nossos impostos, com o pretexto: "prevenção aos incêndios". Tal crime destruirá a breve prazo toda a nossa floresta. O pior é que temos um parlamento totalmente insensível a tal crime. Não cabe na cabeça de ninguém fazer todos os anos nova legislação com a finalidade de fazer de conta que se está a fazer alguma coisa. Para quando destruir de uma vez por todos os pilares dessa indústria criminosa!, o povo português já percebeu que os signatários dessa tal indústria estão instalados no parlamento. Tenho muita pena que assim seja.
  • joao123
    27 jul, 2017 lisboa 13:23
    Tiraram á seis meses, da proteção civil, os profissionais que lá estavam para porem os boys do PS , só podia dar nisto...
  • Antonio
    27 jul, 2017 Lisboa 11:33
    Quando é necessário tirar o sorriso cinico da cara, a coisa não corre bem ao governo!
  • CANSADO DISTO
    27 jul, 2017 Lisboa 10:36
    Pois é tal como se previa, infelizmente para todos nós, números e dados CATASTRÓFICOS! e com elevado número de vitimas mortais. Mais uma vergonha Nacional e um prejuízo monumental quase inquantificavel, já para não falar em termos ambientais. Senhores políticos vejam o caos que reina no setor, como primeiros responsáveis esses INCOMPETENTES da ironicamente chamada proteção civil, responsabilizem esta gentalha e acabem de vez com esta entidade que apenas serve para consumir dinheiro. A culpa morrerá solteira de novo? É mau de mais.
  • 27 jul, 2017 Lisboa 10:29
    Os incêndios são um negócio de milhões, e com o desbloquear das restrições ao plantio de eucaliptos que a assunção cristas decretou daqui a uns anos vai ser tudo muito pior.

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