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EUA

Buscas a Donald Trump. Republicanos reagem "furiosamente", Democratas lembram que "ninguém está acima da lei"

09 ago, 2022 - 19:54 • André Rodrigues com agências

A dois anos das eleições presidenciais nos Estados Unidos, vários analistas acreditam que as buscas do FBI na residência de inverno de Donald Trump poderão beneficiá-lo numa eventual candidatura à Casa Branca. Republicanos falam de "perseguição política" por parte do Departamento de Justiça. Democratas falam de hipocrisia e lembram as acusações de Trump a Hillary Clinton na campanha de 2016.

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As buscas do FBI no resort de Donald Trump, na Flórida, desencadeou uma tempestade política nos Estados Unidos, que é vista, por vários analistas, como uma oportunidade para o ex-Presidente ensaiar um regresso à Casa Branca em 2024.

Segundo a CNN, estas buscas são algo de inédito, por terem como alvo um ex-Presidente dos EUA.

No passado, as investigações políticas que ameaçaram Trump serviram apenas para aumentar o apoio dos seus partidários.

As buscas levadas a cabo por investigadores federais, esta segunda-feira, sugerem que haverá motivos para acreditar que Trump possa ter cometido alguma ilegalidade, a julgar pelo facto de as diligências se terem concentrados nos escritórios e nos aposentos pessoais de Donald Trump na sua residência de Mar-a-Lago, para onde o ex-Presidente se mudou depois de ter saído da Casa Branca.

Em causa nesta investigação do Departamento de Justiça estão suspeitas de uso incorreto de documentos classificados que terão sido levados da Casa Branca para Mar-a-Lago.

O episódio ameaça incendiar os capítulos seguintes da história política de um país dividido, com cada vez mais apoiantes de Trump a aceitarem a segundo a qual as eleições de 2020 foram uma fraude.

A isto soma-se a ansiedade do ex-Presidente para se relançar na corrida de 2024 à Casa Branca.

Trump contestou as buscas do FBI, falando de “invasão sem aviso” e de “instrumentalização da justiça” por parte dos democratas para impedir a sua candidatura presidencial daqui a dois anos.

No entanto, de acordo com um alto funcionário da Casa Branca, Joe Biden desconhecia as buscas em curso em Mar-a-Lago até elas serem noticiadas pela comunicação social.

A fúria republicana

Mesmo sem saberem se Trump infringiu a lei, várias personalidades de destaque no Partido Republicano seguiram a mesma retórica do ex-Presidente, exigindo explicações ao Departamento de Justiça e alegando que Trump estava a ser vítima de vingança política.

O líder da minoria republicana na Câmara dos Representantes, Kevin McCarthy, já prometeu avançar com uma investigação ao procurador-geral Merrick Garland, caso os republicanos vençam as midterms marcadas para 8 de novembro.

Também o senador Marco Rubio, da Flórida, recorreu ao Twitter para acusar a administração Biden de "usar o poder do governo para perseguir oponentes políticos”, algo que, segundo diz “vimos muitas vezes nas ditaduras marxistas do terceiro mundo, mas nunca antes na América".

Ou seja, a instantaneidade das reações de apoio a Donald Trump já dão um sinal de a investigação vai enfrentar uma enorme pressão política.

Aliás, o argumento de uma politização injusta poderá dar uma ajuda numa possível campanha do ex-Presidente em 2024.

"Ninguém está acima da lei", contrapõem os democratas

Do lado do Partido Democrata, que exerceu pressão para que o Departamento de Justiça apresentasse acusações contra o ex-Presidente, na sequência do ataque de janeiro de 2021 ao Capitólio, as buscas à propriedade de Mar-a-Lago são vistas com natural satisfação.

Ted Lieu, congressista democrata da Califórnia, reconhece que o facto de o Departamento de Justiça estar a investigar um ex-Presidente dos EUA “é um precedente horrível”, mas lembra que “seria pior se, havendo motivos para investigar, o Departamento de Justiça se abstivesse de o fazer por se tratar de um ex-Presidente”.

“Ninguém está acima da lei”, rematou.

Por outro lado, os democratas acusaram os republicanos de hipocrisia, depois da acusação que recaiu sobre Hillary Clinton, rival de Trump em 2016, por manipulação incorreta de informações classificadas usando um servidor de e-mail privado.

Nessa campanha eleitoral, Trump encorajou a investigação e chegou a sugerir, inclusivamente, que Hillary fosse punida com pena de prisão.

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