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Diário de Guerra

Dia 42 de guerra. NATO quer reforço militar da Ucrânia, Rússia ameaça represálias contra sanções

06 abr, 2022 - 21:23 • João Malheiro

Neste momento, os procuradores de justiça ucranianos estão a investigar mais de quatro mil potenciais crimes de guerra.

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O dia 42 de guerra entre Rússia e Ucrânia ficou marcado pela NATO demonstrar abertura para um reforlo urgente do apoio militar ao país invadido.

No dia anterior, a União Europeia (UE) anunciou novas sanções contra o Kremlin e, em resposta, esta quarta-feira, a Rússia ameaçou represálias.

Neste momento, os procuradores de justiça ucranianos estão a investigar mais de quatro mil potenciais crimes de guerra.

A Renascença resume os principais momentos de mais um dia de conflito.

NATO quer reforço urgente do apoio militar à Ucrânia

O secretário-Geral da NATO considera que a guerra na Ucrânia está num momento crítico e estará cada vez mais próxima uma ofensiva em larga escala das tropas russas no leste do país.

“Estamos agora numa fase crítica da guerra. Vemos que a Rússia está a retirar forças do norte para reforçá-las, reabastecê-las, rearmá-las e depois movimentá-las para leste onde se espera uma grande ofensiva. O objetivo do presidente Putin é controlar todo o Donbass”, disse Jens Stoltenberg à entrada para a reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Aliança Atlântica.

Stoltenberg que a Ucrânia precisa urgentemente de mais apoio militar e disse esperar que os Aliados, reunidos em Bruxelas ao nível de chefes da diplomacia, concordem em fornecer "muitos tipos diferentes de equipamento".

"A Ucrânia tem uma necessidade urgente de apoio militar, e essa é a razão pela qual é tão importante que os Aliados concordem em apoiar ainda mais a Ucrânia com muitos tipos diferentes de equipamento, tanto equipamento mais pesado, como também sistemas de armas ligeiros", disse Jens Stoltenberg.

A Ucrânia pediu à República Checa e à Eslováquia que ajudem a reparar os seus equipamentos militares danificados durante os combates contra a invasão russa, anunciaram esta quarta-feira os ministérios da Defesa checo e eslovaco.

Membro da NATO desde 1999, a República Checa forneceu equipamentos militares no valor de cerca de 40 milhões de euros para a Ucrânia desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro. A Eslováquia aderiu à Aliança Atlântica em 2004.

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Rússia ameaça represálias contra novas sanções da UE

A Rússia ameaça tomar medidas de represália caso a União Europeia (UE) venha a adotar, esta quarta-feira, o quinto pacote de sanções contra o país, disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo.

"É evidente que vamos tomar medidas de represália, assim como vamos desenvolver medidas apropriadas para protegermos os nossos legítimos interesses nos setores da economia e em outras áreas", asinalou Alexander Grushko, em declarações à agência de notícias russa Interfax.

Devido à campanha militar da Rússia, a UE deve aprovar mais uma série de sanções contra o país, nomeadamente proibindo a importação de carvão russo. As novas sanções do bloco europeu vão ser discutidas, esta quarta-feira, em Bruxelas.

Já esta quarta-feira,a União Europeia (UE) enviou quase três milhões de comprimidos de iodo, que protegem dos efeitos da radiação, para a Ucrânia e está a constituir reservas estratégicas de capacidades de resposta a riscos de saúde.

Como primeiro passo imediato, a UE conseguiu entregar à Ucrânia quase três milhões de comprimidos de iodeto de potássio, que podem ser utilizados para proteger as pessoas dos efeitos nocivos da radiação, através do Mecanismo de Proteção Civil da UE (rescEU), com a ajuda da Espanha e França, segundo comunicado.

Mais de quatro mil crimes de guerra em investigação

Os procuradores de justiça ucranianos estão a investigar mais de quatro mil potenciais crimes de guerra russos (4.684). De acordo com a procuradora-geral Iryna Venediktova, citada pelo jornal britânico “The Guardian”, a lista de potenciais crimes crescer às centenas a cada dia que passa.

A investigação começou depois de terem sido tornados públicos os acontecimentos em Bucha, que causaram uma repulsa global e uma série de novas sanções contra a Rússia.

Numa conferência de imprensa realizada naquela cidade, na terça-feira, a procuradora-geral da Ucrânia, Iryna Venediktova, descreveu as cidades recentemente libertadas pelas tropas russas, ao redor de Kiev, como uma “região torturada do inferno” e prometeu “punir os desumanos que a instalaram na nossa terra”.

Já a presidente da Comissão Europeia não poupa nas palavras para comentar a situação na Ucrânia e sublinhar que em Bucha ocorreram crimes de guerra.

Esta quarta-feira de manhã, numa sessão do Parlamento Europeu, Ursula Von der Leyen garantiu que depois de Bucha, a Europa ainda está mais próxima da Ucrânia.

“Há apenas sete semanas, Bucha era um amigável e calmo subúrbio de Kiev. Mas na passada semana, a própria humanidade foi morta, a sangue-frio, em Bucha. Executada com as mãos presas atrás das costas, com uma bala na cabeça. Foi deixada a apodrecer no meio da rua ou em valas comuns. Todos vimos as imagens. É o que acontece quando os soldados de Putin ocupam território ucraniano. Eles chamam-lhe libertação. Não! Nós chamamos-lhes crimes de guerra. E temos de dar-lhe esse nome".

Segurança Social atribuiu mais de 1.400 prestações sociais a refugiados ucranianos

A Segurança Social já atribuiu mais de 1.400 prestações sociais a pessoas vindas da Ucrânia, desde o início da guerra com a Rússia, anunciou esta quarta-feira a secretária de Estado da Inclusão.

“Até ao momento, já atribuímos um total de 1.412 prestações sociais” a pessoas com proteção temporária, entre as quais mais de 600 subsídios de abono de família e cerca de 800 prestações do rendimento social de inserção, adiantou Ana Sofia Antunes, num `webinar´ promovido pelo Instituto de Segurança Social (ISS).

Segundo a secretária de Estado, desse total de prestações sociais atribuídas, já foram processadas 355.

As crianças e jovens que chegam às escolas portuguesas depois de terem fugido da guerra na Ucrânia, podem continuar a ter aulas online em ucraniano, mas aprender português é obrigatório.

Cerca de 350 menores ucranianos chegaram a Portugal sem os pais ou representantes legais, tendo sido o processo comunicado ao Ministério Público, e 16 entraram completamente sozinhos, revelou à Lusa fonte ligada ao processo.

Segundo a mesma fonte, a situação destes 16 menores que chegaram a Portugal "não acompanhados" ou indocumentados foi de imediato levada à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) para adotar "os procedimentos urgentes e prestar a assistência adequada".

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