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Regresso às aulas

Descontos no retalho quase anulam inflação no material escolar

29 ago, 2022 - 06:55 • Sandra Afonso , com Diogo Camilo (gráficos)

Alunos a regressar às aulas e pais de calculadora na mão a fazer contas aos gastos em tempo de escalada da inflação. A Renascença comparou preços de uma lista de material escolar entre duas cadeias de hipermercados.

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Setembro é o mês do regresso às aulas para os alunos em Portugal. Em tempo de escalada de inflação, com a subida dos preços já perto dos dois dígitos, as famílias fazem contas à vida num dos meses mais complicados para quem tem filhos em idade escolar.

A Renascença também foi às compras, com o objetivo de comparar com o ano passado e perceber se o material escolar vai estourar com os orçamentos familiares.

Na comparação entre duas cadeias de hipermercados, a conclusão foi que os grandes retalhistas estão a cumprir a promessa que fizeram na apresentação de resultados e, para já, assumem o impacto da inflação ou estão a redirecioná-lo.

Munidos da típica lista de material escolar pedida no 1.º ciclo do Ensino Básico, e de uma fatura do ano anterior, fomos a dois grandes hipermercados repetir a mesma compra. No carrinho tínhamos produtos como lápis, calculadora, régua, cola de tubo e mochila.

Foram encontradas várias situações: preços que se mantêm inalterados de um ano para o seguinte, aumentos que nem as promoções anulam e preços melhores graças a descontos.

Uma análise mais cuidada permite perceber que os dois retalhistas não seguem exatamente a mesma estratégia, apesar de garantirem resultados semelhantes.

Inflação agrava fatura do material escolar?

Nestas grandes superfícies analisadas, não. No “Hipermercado A” o cabaz de material escolar ficou por 51,99 euros, com descontos, apenas 30 cêntimos acima da fatura do ano passado, o equivalente a 0,5%.

No “Hipermercado B” a fatura sofreu um agravamento de 3,5%. O cabaz de material escolar custa mais 2,34 euros em comparação com 2021.

Ainda assim, estas subidas ficam muito aquém da inflação registada no material escolar, que segundo os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), foi de 8,3% em julho, face ao mesmo mês do ano anterior. É mais do dobro dos aumentos no “Hipermercado B”, onde os preços sobem mais.

Contas feitas, os aumentos registados no material escolar, nos dois hipermercados visitados, não estão a acompanhar a inflação em Portugal.

Estes preços já incluem as promoções e descontos associados. No “Hipermercado A”, representam uma poupança de 18,50 euros, enquanto no B chega aos 16 euros.

Sem estas promoções era possível travar a inflação?

Sem estes descontos as famílias nem eram protegidas da inflação, como ainda teriam de suportar uma fatura bastante acima do aumento generalizado dos preços.

No “Hipermercado A” os preços base significam um agravamento de mais de 35%, em comparação com o total com descontos. No “Hipermercado B”, sem promoções, a conta fica 23% mais cara.

Podem generalizar-se estas conclusões a todos os pontos de venda?

Não é correto. A Renascença só analisou preços em grandes superfícies, que nem sempre são acompanhados por retalhistas de menor dimensão. No entanto, as papelarias e livrarias mais pequenas também têm políticas de descontos e promoções e, por vezes, incluem facilidades de pagamento.

Por outro lado, o material que adquirimos nem sempre foi a opção mais barata, mas aquela que permitia comparar o preço entre os dois anos analisados (2021 e 2022).

As faturas dos dois hipermercados também não podem ser comparadas porque, embora os produtos sejam semelhantes, só se repetem em alguns casos.

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