II Guerra Mundial

Dia D. Foi há 75 anos que os aliados "enganaram" os nazis

05 jun, 2019 - 17:35 • Filipe d'Avillez

O desembarque na Normandia marcou a libertação da Europa continental, à custa de cerca de dez mil mortos de ambos os lados do conflito. Paris seria reconquistada à Alemanha nazi dois meses depois.
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"A guerra é uma miséria". Veterano da II Guerra fala sobre o Dia D
"A guerra é uma miséria". Veterano da II Guerra fala sobre o Dia D

Vários líderes mundiais celebraram esta semana aquela que, 75 anos depois, continua a ser tida como a maior operação militar conjunta da História, que em 1944 permitiu aos aliados darem um passo fundamental rumo à derrota final dos nazis.

Faz esta quinta-feira precisamente 75 anos que os aliados invadiram a Normandia, naquele que ficou conhecido como o Dia D. A data começou a ser assinalada na quarta-feira. com comemorações em Portsmouth, no Reino Unido, onde estiveram presentes a Rainha Isabel II, a primeira-ministra britânica, Theresa May, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ainda os líderes de muitos outros países, incluindo França, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Bélgica, Grécia, Noruega e Polónia.

A par dos líderes mundiais, entre os convidados contaram-se centenas de veteranos da II Guerra.

Durante as cerimónias houve demonstrações de aviação e paraquedismo e discursos de Isabel II e Theresa May.

O Dia D teve lugar no dia 6 de junho de 1944 e envolveu uma quantidade enorme de homens e máquinas de guerra. Para além dos 132 mil homens que desembarcaram nas praias da Normandia, em condições de grande perigo, cerca de 23 mil foram lançados de pára-quedas atrás das linhas inimigas, durante a noite que antecedeu o desembarque.

O assalto às praias foi apoiado por mais de 1.200 navios de guerra e mais de 4.000 navios de desembarque. Cerca de 12 mil aviões deram o seu contributo, fustigando as defesas alemãs.

O número de mortos é incerto, mas para além das 4.414 vítimas mortais confirmadas do lado dos aliados, a que se juntam mais de 9.000 feridos ou desaparecidos em combate, calcula-se que tenham morrido entre quatro e nove mil alemães durante o assalto.

A invasão foi meticulosamente planeada e antecedida de uma grande campanha de contrainformação que levou os alemães a acreditarem que o ataque era apenas uma distração e que a verdadeira invasão teria lugar num outro local, conseguindo assim que os nazis não reforçassem devidamente as defesas na Normandia.

Com grande custo pessoal, os aliados – incluindo britânicos, americanos e canadianos – conseguiram assegurar o controlo das respetivas praias. Feito isso, o avanço foi impossível de travar; ao fim de pouco mais de dois meses, toda a Normandia estava libertada. Paris seria posteriormente conquistada aos alemães em agosto do mesmo ano.

A invasão ficou conhecida como a maior operação militar conjunta de sempre e, simultaneamente, o maior ataque anfíbio da História da humanidade, traduzindo-se num passo fundamental para pôr fim a uma das fases mais sangrentas do século XX.

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