Fotogaleria. O símbolo de Paris antes das chamas

15 abr, 2019 - 19:31

Enfrentou uma revolução que arrancou cabeças às estátuas e estilhaçou os seus vitrais. O incêndio que deflagrou esta segunda-feira deixa o mundo arrasado. Com a queda da catedral, Paris perde uma parte do seu encanto. Conhece a história deste monumento emblemático?
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A catedral de Notre Dame é um dos símbolos da capital francesa, sendo um dos monumentos históricos mais visitados na Europa. Na tarde desta segunda-feira, as chamas deflagraram, consumindo uma grande parte do edifício.

Construída no século XII, é famosa por figurar no clássico romance de Victor Hugo "O Corcunda de Notre Dame", história eternizada para crianças pela pela mão da Disney, com um filme estreado em 1996.

Desde o início de fevereiro até ao final de março deste ano, mais de 10 igrejas em França foram alvo de ataques ou de pequenos incêndios.

A Igreja de Saint Sulpice, a segunda maior de Paris depois de Notre-Dame, foi alvo de um ataque, no passado dia 17 de março, depois de a porta principal, em madeira, ter sido incendiada.

A "Porta do Diabo" é a lenda mais conhecida deste monumento.

De acordo com a lenda, o jovem artesão encarregue de forjar a fechadura e decoração em ferro de uma das portas laterais da catedral, invocou o Diabo, oferecendo a sua alma em troca de ajuda para completar a obra.

Durante a Revolução Francesa, as 28 estátuas que constam da Galeria dos Reis e que representam personagens bíblica foram decapitadas porque os revolucionários acreditavam que estas representavam a realeza.

Durante a Revolução Francesa, os vitrais da catedral também foram destruídos, tendo sido restaurados mais tarde, depois do escritor Victor Hugo ter lançado uma campanha para restaurar o monumento.

Em 1844 a Catedral foi restaurada ao gosto da gramática do romantismo, sob a égide dos arquitetos Eugéne Viollet-le-Duc e Jean-Baptiste Lassus, mas, passados poucos anos, em 1871, foi novamente palco de turbulência social, tendo supostamente sido alvo de um incêndio.

Em 1965, as escavações realizadas levaram à descoberta de catacumbas romanas, uma catedral merovíngia do século VI e um bairro medieval.

Em 1991, foi iniciado um projeto de restauro e conservação, com um prazo de dez anos, mas que não tinha sido ainda dado como terminado.

Os 387 degraus que conduzem os visitantes até às torres da catedral revelam uma galeria de quimeras - criaturas míticas compostas por mais do que um animal. A mais famosa é a gárgula "Stryge", que fica no topo da catedral, enquanto contempla Paris com a cabeça apoiada nas mãos.


A catedral inspirou vários artistas plásticos, como Henri Matisse, e também escritores.

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