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ciências sociais


  • “A antropologia nunca foi só o estar lá. A pandemia ajudou a consolidar alguns aspetos da leitura da realidade, a demorarmo-nos”

    A PANDEMIA VISTA PELAS CIÊNCIAS SOCIAIS

    “A antropologia nunca foi só o estar lá. A pandemia ajudou a consolidar alguns aspetos da leitura da realidade, a demorarmo-nos”

    26 mar, 2021 - 07:00

    A antropologia” não tem voz”. “Na televisão, vemos economistas, politólogos, gestos. São eles que ditam quem o mundo é”, diz Humberto Martins, antropólogo e professor universitário, em entrevista à Renascença. Para o especialista, o Governo devia ter recorrido aos cientistas sociais para sensibilizar a população para o novo coronavírus. Poderiam ter colaborado em “campanhas de esclarecimento, de saúde pública, de educação para a saúde pública, educação para a higiene”.
  • “Podem fazer promessas, podem atirar o dinheiro que quiserem ao SNS, nunca será suficiente”

    A Pandemia Vista Pelas Ciências Sociais

    “Podem fazer promessas, podem atirar o dinheiro que quiserem ao SNS, nunca será suficiente”

    24 mar, 2021 - 07:01

    Por mais dinheiro que o Estado meta, profissionais contrate, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) português será sempre insustentável, defende o economista especializado em gastos com saúde pública Ernesto Ferreira, em entrevista à Renascença. “Com o envelhecimento da população, a procura de serviços de saúde vai ser cada vez maior. Tal como os gastos com tecnologia e exames”, explica. O professor universitário diz ainda temer que, em breve, “se tenha que pôr um travão a fundo na economia”, o que levará a uma subida das taxas de juro e descida de gastos públicos.
  • “Teria sido importante mobilizar uma task-force com especialistas não só de saúde ou economistas”

    A pandemia vista pelas ciências sociais

    “Teria sido importante mobilizar uma task-force com especialistas não só de saúde ou economistas”

    12 mar, 2021 - 06:30

    O Governo poderia ter antecipado mais riscos e consequências da pandemia, caso tivesse na retaguarda uma equipa de especialistas, “uma espécie de task-force”, do campo das ciências sociais, defende Renato Carmo, professor universitário no ISCTE e diretor do Observatório das Desigualdades, em entrevista à Renascença. “Nenhuma pessoa tem a sapiência absoluta”, diz. O sociólogo, que há quase duas décadas se debruça sobre o tema de desigualdade social, confessa-se “impressionado” com a capacidade de resposta do SNS e a “reinvenção” do setor da restauração.