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Ministério Público conclui que Bruno de Carvalho não teve autoria moral na invasão a Alcochete

11 mar, 2020 - 11:59 • Redação

Decorrem, esta quarta-feira, as alegações finais do julgamento de Alcochete. Procuradora pediu absolvição de Bruno de Carvalho, Mustafá e Bruno Jacinto.

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O Ministério Público (MP) concluiu que Bruno de Carvalho não foi responsável moral pela invasão a Alcochete, a 15 de maio de 2018. A procuradora Fernanda Matias garante que não há provas que concluam e pediu a absolvição do ex-presidente do Sporting.

"Não se provou que os seus comentários tenham incitado à violência. A frase 'façam o que quiserem' seria sobre entoar de cânticos e tarjas. Nunca se falou de entrada forçada e não se falou em atitudes violentas. Não se provou relação causa-efeito entre a tal frase e a invasão. Alteração do treino tinha motivo aceitável [demissão equipa técnica]. Não se conclui que tenha ligação ou tenha dado instruções", afirmou a procuradora.

Bruno de Carvalho estava acusado de ser autor moral de 97 crimes: 40 de ameaça agravada, 19 de ofensa à integridade física qualificada, 38 de sequestro, um de detenção de arma proibida e crimes que são classificados como terrorismo, não quantificados.

Nesse sentido, a procuradora pediu para que Bruno de Carvalho seja absolvido.

Para além do ex-presidente, o Ministério Público pede ainda a absolvição de Bruno Jacinto, antigo oficial de ligação aos adeptos, e Nuno Mendes, conhecido como "Mustafá", líder da Juventude Leonina. Sobre Bruno Jacinto, a procuradora diz que "não é possível afirmar que apoiou". Sobre Mustafá, a procuradora conclui que os "nenhum subscritor das mensagens deu indicação de ter sido ordem de Nuno Mendes".

Sobre os restantes arguidos, o MP pede que sejam ilibados do crime de sequestro, mas condenação pela autoria dos 17 crimes de ofensa qualificada.

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