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Arguido no caso Alcochete iliba Mustafá e recorda conversa com William Carvalho

26 fev, 2020 - 12:02 • Redação

Valter Semedo foi quem criou o grupo no "WhatsApp" para combinar a ida à Academia e garante que Mustafá não estava a par do plano.

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Valter Semedo, arguido no caso da invasão a Alcochete, admitiu, em tribunal, que foi quem criou o grupo no "WhatsApp" onde foi combinada a ida à academia, mas garante que "Mustafá", líder da Juventude Leonina, não estava a par da situação.

"Criei o grupo de WhatsApp chamado 'Academia amanhã' e foram escritas centenas de mensagens, mas muitas delas eram na brincadeira. A intenção era mostrar o nosso descontentamento de forma não simpática, chamar-lhes mercenários e dizer que não eram dignos da camisola", começa por contar.

No dia do ataque, Valter Semedo diz que não entrou no balneário: "Comecei a correr. Tapei a cara, disse para acelerarmos porque corríamos o risco de já não apanhar os jogadores. Entrei e fui até ao campo, vi o Jesus sozinho. Tentei abrir uma porta, mas não consegui. Foi aí que ouvi os gritos lá dentro, mas nem percebi como entraram. Vi o Bas Dost a queixar-se da cabeça, não tinha percebido o que tinha acontecido".

William Carvalho terá reconhecido Valter Semedo e pediu explicações ao arguido: "O William veio ter comigo e perguntou-me o que era aquilo. Ele reconheceu-me. Fomos para as casas de banho e ficámos sozinhos. Ele disse que tinha sido agredido e que irmos falar com os jogadores era normal, mas bater não era preciso. Eu disse que não era esse o objetivo", explica.

Mustafá não sabia e não teria autorizado

Valter Semedo revela que Mustafá, líder da Juventude Leonina e outro dos arguidos do caso, não estava a par da intenção de invasão à Academia. Se estivesse, não iria permitir.

"Não contava tudo ao Mustafá, apesar de sermos próximos. Se falasse com ele sobre a Academia, sei que ele ia falar com alguém do Sporting para se marcar a visita. Como a final da Taça era nessa semana, o clube ia certamente recusar. O Mustafá não ia aceitar um plano com encapuçados e foi por esse motivo que não falei com ele", explica

Mustafá vai prestar declarações na parte da tarde. O líder da Juve Leo é acusado um crime de terrorismo, 20 de sequestro, 20 de ameaça agravada e dois de deteção de arma proibida e 12 de ofensa à integridade física qualificada, dois de dano com violência e um crime de tráfico de droga

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