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Vitor Félix

Federação de canoagem pede mais apoios após o melhor resultado de sempre no Mundial

20 set, 2021 - 10:06

Em entrevista à Renascença, Vitor Félix diz que a canoagem portuguesa "faz milagres com o dinheiro que tem". Portugal conquistou cinco medalhas nos Mundiais de Copenhaga.

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Depois de terminada a melhor participação de sempre de Portugal no Campeonato do Mundo de canoagem, em Copenhaga, com cinco medalhas, o presidente da federação quer ver reconhecidos os bons resultados internacionais com mais apoios.

"É preciso que exista reconhecimento por parte da administração pública desportiva no que toca ao financiamento da federação de canoagem. Não somos das primeiras federações em termos de financiamento e gostaríamos de ver reconhecidos estes bons resultados. Com o dinheiro que temos, fazemos autenticos milagres", reconhece.

Portugal regressou de Copenhaga com uma medalha de ouro, três de prata e uma de bronze, que fazem desta participação a melhor de sempre em campeonatos do mundo. Vitor Félix admite que a medalha de prata em K2 200 metros misto foi surpreendente. Esperava-se uma boa participação, mas as cinco medalhas conquistadas em Copenhaga superaram as expetativas.

"Não era expectável, o nosso objetivo são sempre pódios. O melhor resultado tinham sido três medalhas em 2019 e agora fizemos cinco, o que torna o melhor Mundial de sempre. Dois atletas mostram uma grande consistência, que são o Fernando Pimenta e o Norberto Mourão, que têm ganho medalhas, mas as outras duas foram uma surpresa, principalmente no K2 200 metros misto", explica.

Nova geração pode perder-se

O presidente da federação portuguesa de canoagem teme pelo futuro dos jovens valores da canoagem portuguesa e pela conclusão de projetos que estão em curso.

"Temos alguns projetos por concluir, como a torre de chegada em Montemor-o-Velho e eventos internacionais neste ciclo. Queríamos efetivar o apoio a jovens atletas nossos, que são valores até porque temos tido medalhas em juniores e sub-23. Sentimos que não os conseguimos trazer para estes grandes eventos, alguns valores perdem-se e fica comprometido a renovação dos nossos atletas", receia.

Nesta entrevista à Renascença, o presidente da Federação Portuguesa de Canoagem aponta já aos desafios mais próximos, com os Jogos Olímpicos de 2024 como principal foco.

"Este Campeonato do Mundo já apontou que é preciso preparar o ciclo Olímpico de Paris 2024, faltam apenas três anos, o nosso apuramento é no ano anterior, é dos apuramentos olímpicos mais difíceis. Apontamos a isso, há algumas alterações em embarcações e vamos já trabalhar para em 2023 chegar ao apuramento em excelentes condições para voltar a lutar por pódios nos Olímpicos e Paralímpicos", termina.

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