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Tóquio 2020

Presidente do Comité português encontrou ambiente "distendido" na Aldeia Olímpica

22 jul, 2021 - 17:20 • Pedro Mesquita , Inês Braga Sampaio

José Manuel Constantino garante à Renascença que o entusiasmo entre os participantes não diminuiu com as notórias restrições impostas devido à pandemia da Covid-19. Por outro lado, Tóquio é uma cidade divorciada dos Jogos Olímpicos.

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O presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP) encontrou um ambiente "distendido" e "positivo" na Aldeia Olímpica de Tóquio 2020.

É esta a expressão utilizada por José Manuel Constantino, em entrevista à Renascença, acerca do impacto das restrições impostas devido à Covid-19 sobre o ambiente vivido na véspera do arranque dos Jogos Olímpicos.

"Apesar de as pessoas estarem sujeitas a regras mais severas, a terem de fazer testes diários, a terem de andar com máscara, [apesar de] o ambiente na aldeia ter contactos sociais mais reduzidos, não encontrei nenhuma situação que possa ser considerado para além daquilo que se dizia. Pelo contrário. Devo até dizer que almocei e jantei lá [Aldeia Olímpica] e vi um ambiente perfeitamente distendido", assinala.

Ainda assim, os atletas estão "numa espécie de 'bolha', sujeitos a testes diários e sentados à mesa com separadores laterais e frontais de acrílico", "mudanças em relação ao habitual" que não passam despercebidas. No entanto, no geral, o ambiente é "positivo" e "perfeitamente calmo":

"Do ponto de vista da Missão olímpica nacional, o que vi foi as pessoas prepararem-se e concentrarem-se para as primeiras competições, que se vão iniciar já no sábado. (...) Portanto, apesar da circunstância de os Jogos estarem a ser realizados numa situação excecional, não encontrei alterações significativas em relação àquilo que é habitual."

Orgulhar os portugueses numa cidade "fantasma"


Já em relação à cidade de Tóquio, o presidente do COP revela que encontrou uma cidade confinada: "Não percebi nada, não sinto nada, não vejo bandeiras, não vejo 'outdoors'. O que posso dizer é que à superfície não se encontram nenhuns sinais de que se vão realizar os Jogos."

"No aeroporto, encontravam-se alguns 'outdoors' e alguns placards indicativos da realização dos Jogos, mas não sei se foram feitos agora ou se já vinham [de 2020]. Mas eu estou de algum modo confinado, sujeito a um regime em que só me é permitido deslocar-me do hotel para os locais de competição ou para a Aldeia Olímpica. Na viagem que fiz para a Aldeia Olímpica, que são cerca de 20 minutos, não encontrei nada de anormal a não ser que não se vê pessoas e o trânsito é diminuto", relata.

Da cerimónia de abertura de sexta-feira, José Manuel Constantino sabe apenas está confinada aos dignatários de alguns, "poucos", países, aos convidados do Japão, aos presidentes e secretários gerais dos Comités Olímpicos nacionais e ao Comité Olímpico Internacional.

"Pelas minhas contas, creio que o número de pessoas presentes na cerimónia não deve ultrapassar as mil", refere, nesta entrevista.

Quanto às previsões para Tóquio 2020, o presidente do COP espera que a seleção nacional obter "bons resultados" que valorizem a Missão olímpica portuguesa e "que orgulhem os portugueses".

"Que a presença de Portugal nestes Jogos Olímpicos possa ter um balanço positivo. Essa é a minha expectativa e a minha esperança. Estou certo de que há valor desportivo suficiente na nossa Missão olímpica para que esse desiderato possa ser alcançado", conclui.

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