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Rio Ave diz que não deu seguimento a acusações de assédio a pedido das jogadoras

29 set, 2022 - 14:05 • Redação

Clube confirma que teve conhecimento de "alguns comentários circunstanciais relatados por atletas" sobre "abordagens despropositadas" de Miguel Afonso, antigo treinador.

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O Rio Ave demarca-se das acusações de assédio sexual a Miguel Afonso, antigo treinador da equipa feminina vilacondense e atualmente no Famalicão, e informa que não deu seguimento ao caso, na altura em que a situação terá ocorrido, a pedido das próprias jogadoras.

Segundo o jornal "Público", algumas jogadoras do Rio Ave acusam Miguel Afonso de lhes ter enviado mensagens de cariz íntimo na época 2020/21, quando orientou a equipa feminina do clube de Vila do Conde. Em comunicado, esta quinta-feira, o Rio Ave confirma ter tido "conhecimento de alguns comentários circunstanciais relatados por atletas, relativamente a alegadas abordagens despropositadas do treinador".

"Confrontado com o assunto, o técnico negou tais situações e, a pedido das atletas, o assunto não teve seguimento. Ao longo da temporada, que seja do nosso conhecimento, não foi realizada qualquer queixa formal e oficial de nenhuma atleta junto das autoridades. Pese embora o rendimento positivo da equipa nessa época desportiva, entendeu o Rio Ave FC que a gestão de grupo e as metodologias não eram consensuais e adequadas, não estando reunidas as condições para a continuidade do técnico, pelo que encerrou aí a ligação com o mesmo", pode ler-se.

Segundo o "Público", e ao que a Renascença apurou, Miguel Afonso foi despedido devido ao caso de alegado assédio sexual a jogadoras, que, no entanto, se mantiveram em silêncio sobre a situação até agora.

O Rio Ave sublinha, ainda, que "sempre foi intransigente com determinados valores, dos quais não abdica, como a igualdade de géneros e de tratamento, respeito, cidadania e ética profissional e humana". Portanto, garante que não se revê "em nenhuma situação que alegadamente se enquadra no tema tratado pela notícia" do jornal.

O Rio Ave assegura, também, que "estará sempre completamente disponível e colaborante" com as autoridades e demais entidades competentes "para o total e cabal apuramento da verdade" sobre o caso.

Treinador, que desmente, "pode ser alvo de três processos"


O Conselho de Disciplina da Federação, sabe a Renascença, vai abrir um processo disciplinar para apurar os factos. Trata-se do primeiro processo, segundo explica à Renascença Lúcio Correia, professor de Direito do Desporto. A confirmarem-se as queixas, Miguel Afonso pode ser sancionado a três níveis: desportivo, laboral e cível.

"Segundo o que diz a lei, para se iniciar um processo junta da Federação, têm de existir indícios graves sobre a prática de situações de assédio (...). Independentemente disso, estamos perante um treinador profissional e fica sujeito a uma ação disciplinar por parte do clube, que pode ir até a uma resolução por justa causa, porque há um comportamento que coloca o treinador numa situação de impossibilidade da manutenção do vinculo laboral desportivo. (...) Se aqueles indícios se verificarem, poderemos estar perante situações de caráter criminoso e, aqui, já estaremos no âmbito do Ministério Público", sustenta Lúcio Correia.

Contatado pelo "Público" acerca das acusações, Miguel Afonso, de 40 anos, recusou-se a comentar, dizendo apenas: "Não sei onde querem chegar com isso e que tipo de conversas são essas."

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