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Distritais. APAF repudia detonação de engenho explosivo no balneário dos árbitros

06 dez, 2021 - 15:45 • Lusa

Episódio "que envergonha o futebol português" ocorreu ao intervalo do Benfica do Ribatejo-Rebocho, da AF Santarém.

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A Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) apelou, esta segunda-feira, à punição célere dos autores do rebentamento do engenho pirotécnico no balneário dos juízes do jogo entre Benfica do Ribatejo e Rebocho, dos distritais de Santarém.

Em comunicado, a estrutura representativa dos árbitros de futebol repudiou “mais um triste episódio que envergonha o futebol português”, aludindo ao rebentamento de “um engenho explosivo no balneário dos árbitros”, no intervalo do encontro disputado em Benfica do Ribatejo, no concelho de Almeirim.

A formação anfitriã saiu a perder por 1-0 frente ao adversário de Coruche para o intervalo, mas o jogo da sétima jornada da Serie A da II Divisão distrital de Santarém não voltaria a ser reatado, devido ao incidente, que não provocou ferimentos.

“Para a salvaguarda da modalidade e dos milhares de pessoas de bem que lhe dão vida, desde a base até ao topo, urge que os prevaricadores sejam punidos de forma célere e exemplar a nível desportivo e cível”, lê-se no comunicado da APAF, denunciando que “a perceção de impunidade e a ausência de segurança efetiva na maior parte dos jogos” pode estar na origem dos recentes casos de violência.

Rematando o comunicado com “uma palavra de incentivo e apoio” aos árbitros Pedro Francisco, Bruno Nunes e Martim Valério, que dirigiam o referido encontro, a APAF admitindo que, “se nada for feito”, se poderá “assistir, de forma negligente, a uma catástrofe anunciada”.

No domingo, em declarações à Lusa, o presidente da Associação de Futebol de Santarém lamentou o sucedido.

“Lamentamos todas as ocorrências, inesperadas, que nos envergonham a todos (…). Aguardamos o relatório do arbitro e da segurança e os órgãos próprios tomarão medidas e procedimentos normais, mas é uma situação lamentável. Um ato isolado e inexplicável, que nada fazia prever”, disse à Lusa Francisco Jerónimo.

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