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PSG. Prolongada detenção de jogadora suspeita de encomendar agressão a colega

11 nov, 2021 - 12:09 • Redação

Imprensa francesa revela novos detalhes do ataque a Kheira Hamraoui, colega de clube e seleção da suspeita, Aminata Diallo. Rivalidade interna terá estado na origem do incidente.

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As autoridades judiciais de Paris prolongaram, esta quinta-feira, a detenção de Aminata Diallo, jogadora do Paris Saint-Gernain suspeita de mandar agredir uma colega de equipa, Kheira Hamraoui, no dia em que a imprensa francesa revela novos detalhes sobre o incidente.

De acordo com o jornal "Le Parisien", Diallo, de 26 anos, continua detida nas instalações da polícia de Versailles, depois de a sua custódia ter sido estendida. A média francesa nega qualquer envolvimento na agressão à companheira de clube e seleção, ocorrida na passada quinta-feira.

Na noite do dia 4 de novembro, o PSG organizou um jantar entre jogadoras, equipa técnica e "staff" num restaurante luxuoso não muito distante do Parque dos Príncipes. No final, todos recolheram às suas casas. De acordo com o jornal francês "L'Équipe", num dos carros, seguiam Diallo, Hamraoui e uma terceira colega, a também francesa Sakina Karchaoui. As três foram contratadas este verão.

A primeira a ser deixada em casa foi Karchaoui. Foi quando o carro se aproximava da residência de Hamraoui que surgiram dois homens encapuzados. Um arrancou-a da viatura antes de atacá-la com uma barra de ferro. O segundo ameaçou Diallo, que conduzia, mas não a atacou.

Depois de vários minutos de agressão a Hamraoui, os dois homens fugiram, deixando-a na berma da estrada. A internacional francesa, de 31 anos, foi imediatamente socorrida e transportada para o Hospital de Poissy, onde teve de ser suturada nas pernas e nas mãos.

Suspeitas de "rivalidade interna"


Segundo a rádio "RMC", algumas jogadoras do PSG, incluindo Hamraoui, tinham recebido ameaças de morte nos dias que antecederam o ataque.

Hamraoui tem estado em casa desde então, sem treinar, e não jogou na receção do PSG ao Real Madrid, a contar para a fase de grupos da Liga dos Campeões, que as campeãs francesas venceram por 4-0, na terça-feira. Diallo jogou de início no meio-campo. No dia seguinte, foi detida por suspeitas de ter mandatado a agressão à companheira de equipa.

Segundo a imprensa francesa, as autoridades exploram, precisamente, o ângulo da "rivalidade interna", dado que Diallo e Hamaroui ocupam a mesma posição no PSG e na seleção francesa. O "Le Parisien" adianta, ainda, que o percurso que Diallo tomou naquela noite terá despertado a suspeita da polícia, assim como a velocidade reduzida a que conduzia o veículo na altura do ataque, cujos autores ainda não foram apanhados.

PSG colabora com as autoridades


A detenção de Aminata Diallo foi confirmada, na quarta-feira, em comunicado, pelo PSG, "como parte de uma investigação aberta após uma agressão contra jogadores do clube" na passada quinta-feira.

O campeão francês condenou "da forma mais forte possível a violência cometida cometida" e garantiu ter tomado "todas as medidas necessárias para garantir a saúde, bem-estar e segurança das suas jogadoras".

"O Paris Saint-Germain está a trabalhar com a Polícia Judiciária para esclarecer o sucedido. O clube está atento ao progresso da investigação e ponderará a ação a tomar", pode ler-se na nota oficial do PSG.

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