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Euro 2020

Kjaer "nunca vai esquecer" dia da paragem cardíaca de Eriksen

21 jun, 2021 - 12:13 • Redação

Capitão da seleção foi um dos primeiros a socorrer o médio e formou um cordão à volta de Eriksen.

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Simon Kjaer, capitão da seleção da Dinamarca, diz que nunca vai esquecer o dia em que Christian Eriksen sofreu uma paragem cardíaca no primeiro jogo no Euro 2020.

O defesa-central de 32 anos foi um dos protagonistas no apoio ao médio do Inter de Milão, tendo sido o primeiro a perceber da situação do colega de equipa. Kjaer pediu aos jogadores da Dinamarca para fazerem um cordão à volta de Eriksen enquanto o médio era ressuscitado pelos médicos presentes no estádio. Depois, ajudou a confortar a namorada de Eriksen, já junto ao relvado.

"Acho que todos reagimos com as emoções nesse dia. Temos este espírito de equipa, que foi crucial para nós. É um dia que nunca vamos esquecer. Estamos agradecidos porque o Eriksen está bem e com a família. O apoio que recebemos contra a Bélgica foi uma das coisas mais insanas que já experienciei. Foi uma noite especial. Espero que seja igual amanhã no Parken", disse, em conferência de imprensa.

Eriksen tem agora um desfibrilhador cardíaco implantado, depois da paragem cardíaca. O encontro de sábado entre Dinamarca e Finlândia, da primeira jornada do Grupo B, foi interrompido ao minuto 43, depois de Christian Eriksen, de 29 anos, ter caído inanimado do relvado.

O jogador do Inter de Milão recebeu assistência médica no relvado, tendo mesmo sido reanimado, com o atleta a recuperar a consciência e a ser transportado para o hospital, já estabilizado. O jogo viria a ser suspenso e, posteriormente, retomado, terminando com a vitória finlandesa por 1-0.

No mesmo comunicado, Eriksen deixou algumas palavras de agradecimento: "Obrigado por todas as mensagens, tem sido incrível receber tanto carinho. A operação correu bem e estou bem, tendo em conta as circunstâncias. Foi muito bom voltar a ver a equipa depois do jogo deles da última noite. Vou torcer por eles na segunda contra a Rússia".

O reatamento do jogo foi atribuído à vontade dos jogadores de ambas as equipas e do próprio Eriksen, que falou com os colegas já desde o hospital para tranquilizá-los. Contudo, a Federação e o selecionador dinamarqueses criticaram o comportamento da UEFA.

A UEFA continua a garantir que "tratou do assunto com o máximo respeito pela situação e pelos jogadores". "O jogo foi retomado apenas depois dos jogadores das duas equipas terem pedido para que isso acontecesse", reitera o organismo que rege o futebol europeu.

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