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Análise

Os médios que sabem o que fazem e os golos de canto curto: o resumo do segundo dia de Euro2024

16 jun, 2024 - 08:30 • Francisco Sousa

Espanha, Itália e Suíça confirmaram superioridade na entrada em ação em solo germânico.

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Fabián Ruiz e a arte de simplificar dos médios espanhóis

É já um dos nomes da jornada inaugural: Fabián Ruiz marcou e assistiu na vitória espanhola sobre a Croácia (3-0), numa demonstração de qualidade dos médios da ‘roja’. Num jogo amarrado na meia hora inicial, foi a visão de Fabián para meter um passe vertical na direção de Morata que desbloqueou o jogo. Antes, Rodri preparou bem a bola para o colega de meio-campo e teve outras ações fundamentais para fazer a Espanha crescer. A espaços, também apareceu Pedri, que teve influência no 2-0 (obra-prima de Ruiz, a romper à entrada da área, a driblar oponentes e a rematar para o fundo da baliza).

A riqueza tática da Itália de Spalletti

Boa amostra inicial da Itália no torneio (2-1), mesmo com uma parte final mais frouxa. Sofrer aos 30 segundos não perturbou os ‘azzurri’, que mostraram variabilidade a construir, alternando posicionamentos dos médios, jogando com um lateral mais por dentro e outro a diversificar mais os terrenos ocupados (Dimarco). Barella, Frattesi (rupturas constantes), Pellegrini (da esquerda para dentro), Chiesa à largura ou Scamacca (apoio frontal) causaram dificuldades a uma Albânia compacta, que se viu empurrada para trás por mérito da proposta transalpina.

Murat Yakin e a ‘surpresa’ Aebischer

Grande mérito do treinador suíço na forma como surpreendeu a Hungria. Alternando entre a construção a partir dos 3 centrais ou abrindo mais a posição de Rodríguez, criou diversos problemas aos húngaros no corredor central e teve em Xhaka o guia espiritual dos passes mais refinados. Outra boa novidade foi o lançamento de um médio de raiz (Aebischer) para jogar a partir da esquerda, mas fazendo constantes movimentos de aproximação ao corredor central. Foi assim de resto que recebeu grande bola de Akanji entre os médios magiares para isolar Duah no 1-0 e surgiu a concluir uma jogada de fora da área, com um remate inapelável para o segundo golo.

Sobe 💎

Os golos de canto curto. Uma boa maneira de fugir a marcações predominantemente à zona nas bolas paradas. A Espanha trabalhou com mestria nesse sentido no 3-0 (com Nico Williams, Fabián Ruiz e Lamine Yamal na combinação, antes da finalização a romper de Carvajal) e a Itália empatou com Pellegrini e Dimarco a elaborarem a jogada para a finalização com vantagem de Bastoni no 2º poste.

Desce 🌧️

A Croácia mesmo. Inadmissível a forma como consentiu os golos, com desajuste entre centrais no primeiro, dificuldades para efetuar a proteção na zona central no 2-0 e passividade na sequência do canto do terceiro. Faltou mais do trio de luxo do meio-campo e a contundência ofensiva também não foi a desejada.

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