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Euro 2020

​Fernando Santos vai “refrescar a equipa” frente à França

20 jun, 2021 - 20:52

Selecionador admite mexidas na equipa, numa conversa com os jornalistas, ao fim da tarde em Budapeste. A fadiga acumulada e razões de ordem estratégica e tática estão na origem das mudanças

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Retomando um hábito do Euro 2016, Fernando Santos conversou com os jornalistas, no dia seguinte a um jogo do Europeu. Ainda a digerir a derrota com a Alemanha, o selecionador admite mudanças frente à França.

Numa fase informal da conversa, falou em nomes como Renato Sanches e João Moutinho, reconhecendo que a equipa melhorou quando ambos foram lançados no jogo de Munique.

No período em que Fernando Santos respondeu com os microfones ligados, argumentou as razões para as mudanças em que está a pensar para quarta-feira.

“Depois de dois jogos muito intensos é normal que tenha que refrescar a equipa. Mas é importante dizer que não tem a ver com qualquer castigo. Por castigo não o faço. Só o faço por opção tática e estratégica para o jogo ou nesse caso da fadiga que se esteja a manifestar”, refere.

A azia de Munique

O selecionador nacional foi questionado sobre o ambiente no balneário depois da derrota frente à Alemanha, uma derrota que não mereceu contestação dada a superioridade do adversário em campo.

“A seguir ao jogo o mar estava muito encapelado e a barca vinha com muita azia, o que é perfeitamente normal. O momento é de abatimento após uma derrota como a de ontem [sábado]. Hoje de manhã [domingo] deixei os jogadores mais livres e nem tivemos o pequeno almoço em conjunto. Ao almoço ainda se sentia uma sensação de sonho tornado em pesadelo, mas depois do almoço começámos a conversar uns com os outros e a equipa no treino, que correu muito bem, já esteve alegre. Há vários que já passaram por isto. Jogadores que jogam em grandes ligas e já perderam finais e campeonatos. E também a equipa já passou por isso. Os jogadores são experientes e vão ultrapassar o momento”, garante.

Renato Sanches chegou a entrar na equação

Sobre o jogo com a Alemanha, Fernando Santos explica que inverteu o triângulo do meio-campo para “compensar os centrais” e considera que a equipa portuguesa se “afundou em demasia, deixando à sua frente 60 ou 70 metros de campo tornando o jogo mais difícil”.

O selecionador também admitiu que a seleção “deveria ter feito mais faltas e que concedeu muitos espaços nas laterais”. Mas o treinador reitera que assume por inteiro a responsabilidade da derrota, reconhecendo que o adversário foi melhor. Fernando Santos confessa ainda que chegou a equacionar no plano inicial para o jogo a inclusão de Renato Sanches no onze inicial.

Nesta conversa com os jornalistas, o treinador português reforçou a crença de que os campeões europeus vão longe na competição, apesar do desaire em Munique. Segue-se a França, jogo para o qual Nuno Mendes e João Félix estão em dúvida. Ambos treinaram à parte, este domingo, depois de terem falhado o jogo com a Alemanha.

A partida da 3.ª jornada do Grupo F, com a França, está marcada para quarta-feira, às 20h00, em Budapeste. Jogo com relato na Renascença e acompanhamento ao minuto em rr.sapo.pt.

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