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Benfica

"Não é preciso ser doutorado em matemática". Movimento Servir o Benfica pede esclarecimentos sobre orçamento

17 jun, 2024 - 13:00 • João Filipe Cruz

Em declarações a Bola Branca, João Ferreira Leite reconhece que a direção não é obrigada a apresentar um novo documento, mas apela ao esclarecimento dos sócios.

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De mãos e pés atados. A expressão ganha forma entre os sócios do Benfica que protestam a não aprovação do orçamento encarnado, apresentado na Assembleia Geral Ordinária, realizada sábado passado no Estádio da Luz.

A Bola Branca, João Ferreira Leite, membro do Movimento Servir o Benfica, reconhece que não houve desfecho anunciado depois da votação, mas sublinha que o documento não foi aprovado.

"Em momento algum o presidente da mesa da Assembleia Geral disse 'aprovado' ou 'chumbado'. Apenas anunciou os resultados. Não é preciso ser jurista, nem doutorado em matemática, para perceber que 47% não é uma maioria absoluta de coisa nenhuma e, portanto, perante os resultados, para nós é mais do que suficiente para concluir que não foi aprovado nos termos da lei e dos estatutos. Se o Benfica tem um entendimento diferente, ficamos a aguardar que nos esclareçam", explica o sócio encarnado.

Os estatutos não obrigam a direção a apresentar um novo documento, mesmo com chumbo do apresentado, e João Ferreira Leite recorda que o Benfica já seguiu em frente, apesar de os sócios não terem aprovado orçamento.

"Em 2020, ainda no tempo de Luís Filipe Vieira, o orçamento não foi aprovado e a vida continuou. Gostávamos que fosse alterado, mas a verdade é que, estatutariamente, a direção não é obrigada a apresentar um novo [orçamento]. Ainda assim, na nossa opinião, devia fazê-lo", apela João Ferreira Leite.

No sábado, o orçamento da SAD do Benfica para a temporada 2024/25, teve 47,61% dos votos a favor, 43,2% contra e a abstenção de 9,19% dos sócios que votaram.

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