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"Não é 50-50", mas Schmidt quer marcar primeiro em Milão para reequilibrar a balança

18 abr, 2023 - 18:13 • Inês Braga Sampaio

Treinador do Benfica avisa que "não basta jogar com motivação e com o coração" para chegar às meias-finais da Champions.

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Roger Schmidt reconhece que o Benfica tem missão difícil, no entanto, acredita na reviravolta frente ao Inter de Milão. Para carimbar passaporte para as meias-finais da Liga dos Campeões, será importante que os encarnados sejam os primeiros a marcar em San Siro.

Na conferência de imprensa de antevisão da segunda mão dos quartos de final, esta terça-feira, depois da derrota por 2-0 na Luz, Schmidt é taxativo: "Temos de marcar golos, senão estamos fora da Champions."

"Um golo mudará muita coisa. Também por isso foi uma pena termos falhado uma grande oportunidade no último momento para o 2-1, na primeira mão, porque tudo seria diferente. Vamos ter de marcar esse golo agora. Quanto mais cedo melhor, mas continuaremos a precisar de mais um golo. Ajudaria muito marcar o primeiro golo", sublinha.

Schmidt admite que o Benfica está numa "situação difícil" e que a eliminatória "não é 50-50", porque os italianos "estão em vantagem e jogam em casa". Porém, frisa que entre o melhor Benfica da época e aquele que perdeu com o Inter há "uma diferença enorme". Por isso, se os encarnados regressarem à sua melhor versão, "tudo é possível".

"Já mostrámos muitas vezes esta época que somos capazes de marcar golos fora e em jogos muito importantes. Precisamos de um jogo taticamente equilibrado. Temos de atacar, mas também de ter cuidados na defesa. Este 2-0 para o Inter, com a experiência e qualidade deles, é muito perigoso, porque, se eles marcarem, ficará muito difícil. Temos de fazer um jogo de topo e acreditar que conseguimos voltar à eliminatória. Não basta jogar com motivação e com o coração, temos de também de estar de mente limpa e temos de voltar às prestações táticas de topo. É o que nos faltou nos últimos jogos e este é o momento para o mostrar, senão estamos fora da Liga dos Campeões", explica o técnico.

Acreditar que é possível


Para Schmidt, a época que o Benfica fez até às três derrotas consecutivas é o maior argumento para acreditar na reviravolta frente ao Inter:

"Olhem para a nossa época, para o que fizemos com estes mesmos jogadores durante toda a temporada. Temos muitos bons argumentos para acreditar em nós mesmos. Se não tivermos confiança com a época que estamos a fazer, nunca teremos confiança. É difícil, mas possível."

O Benfica defronta o Inter de Milão, no Estádio Giuseppe Meazza, em Itália, na quarta-feira, às 20h00. Jogo com relato em direto da Renascença e acompanhamento ao minuto em rr.sapo.pt.

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