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Francisco Cabral e Nuno Borges sem medo, confiantes e preparados para Wimbledon

29 jun, 2022 - 12:45 • Sílvio Vieira

Em entrevista à Renascença, Francisco Cabral, o melhor jogador português na variante de pares da atualidade, não define uma meta, mas não limita a ambição da dupla nacional. Serão muitas novidades para experimentar na relva de Wimbledon, mas há uma certeza: "Estamos preparados".

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Francisco Cabral prepara a estreia absoluta num torneio do Grand Slam, em Wimbledon, com grande expectativa e com muita confiança. O melhor tenista português da atualidade na variante de pares, número 67 do "ranking" mundial, fará dupla com Nuno Borges (90), seu parceiro habitual, na relva do All England Club, e entrarão em campo sem uma meta definida, mas com uma ambição sem limites.

"Acreditamos bastante no nosso potencial, mas acho que não tem sentido pensarmos até onde podemos ir. Vamos encarar este torneio jogo a jogo, porque todas as duplas podem ganhar a toda a gente. A nossa única expectativa é dar o nosso melhor. É uma oportunidade única, estamos no torneio mais mítico do mundo, o melhor torneio do mundo para a maior parte dos jogadores. Estar aqui a representar Portugal a este nível já é um orgulho enorme e as expectativas passam por aproveitar a experiência de estar aqui", diz Francisco Cabral, em entrevista à Renascença, já em Londres, após mais um dia de treino.

O tenista portuense, de 25 anos, adiou a estreia num Grand Slam, depois de ter visto o seu nome no quadro principal de Roland Garros. Iria fazer dupla com Holger Rune, mas o norueguês acabou por desistir do torneio de pares, hipotecando a sua participação.

Agora, em Wimbledon, volta a fazer equipa com Nuno Borges, com quem venceu o Estoril Open. A dupla portuguesa terá pela frente, na 1.ª ronda, na quinta-feira, o par formado pelos veteranos Treat Huey (108), filipino de 36 anos, e Franko Skugor (185), croata de 34. São dois tenistas com "ranking" acima do "top-100", mas antigos "top-20" mundial, com vasta experiência e vários títulos em torneios relevantes. Skugor, por exemplo, já foi duas vezes semifinalista em Wimbledon.

Francisco Cabral valoriza a qualidade de Huey e Skugor, mas ressalva que "não é por isso que vamos ter medo ou respeito extra". "A tática vai passar por sermos iguais a nós próprios, tentarmos fazer aquilo em que somos realmente bons. Servir bem, responder bem, sermos agressivos e ter uma energia positiva ao longo do encontro", determina.

O facto de os adversários se dedicarem em exclusivo à variante de pares, conjugado com a circunstância de Nuno Borges também competir em singulares, e de já ter jogado esta semana, não é visto pelo tenista português como uma condicionante.

"Não acredito que isso seja vantagem ou desvantagem. Quando jogo com o Nuno, em 99% das vezes ele tem singulares e pares. Ele está habituado a este ritmo e eu estou habituado que as coisas se desenrolem desta maneira. Estamos prontos para jogar", assegura.

O contexto - jogos a cinco sets, com vantagens, na relva -, que traz muitas novidades ao hábito de Cabral e Borges, também não é limitativo. "Nós treinamos bem e estamos prontos para jogar a cinco e com vantagens. Vamos lá para ganhar", conclui Francisco Cabral, com um "winner".

O jogo da dupla portuguesa está previsto para quinta-feira. João Sousa, depois de ter sido eliminado na 1.ª ronda de singulares por Richard Gasquet, jogou esta quarta-feira a 1.ª ronda do torneio de pares. Ao lado do australiano Jordan Thompson, Sousa defrontou e venceu, no court número 6, a dupla formada pelo neerlandês Matwe Middelkoop e o australiano Luke Saville.

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