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UEFA

Oficial. Ucrânia junta-se à candidatura de Portugal e Espanha ao Mundial 2030

05 out, 2022 - 13:11 • Eduardo Soares da Silva

Decisão foi anunciada em conferência de imprensa na sede da UEFA. "Difícil seria sermos indiferentes ao que se passa na Ucrânia", afirma o presidente da Federação Portuguesa de Futebol.

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A Ucrânia juntou-se à candidatura ibérica de Portugal e Espanha para o Mundial 2030. A decisão foi anunciada numa conferência de imprensa na sede da UEFA.

"É uma honra anunciar que a Ucrânia se junta à candidatura. As duas federações comunicaram a decisão à UEFA, que manifestou o seu total apoio. É, por isso, que aqui estamos hoje. Tem especial significado fazer este anúncio na casa do futebol europeu. Futebol é muito mais do que futebol", disse Fernando Gomes, presidente da FPF.

Andriy Pavelko, presidente da Federação Ucraniana, Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa, e Luis Rubiales, presidente da Federação Espanhola, marcaram presença.

O dirigente português foi o primeiro dos três responsáveis das federações a falar: "O futebol é superação, compromisso, inspiração. Num movimento sem precedentes de solidariedade global, também Portugal recebeu milhares de exilados. Abrimos as portas da Cidade do Futebol a algumas famílias. Continuamos a ser testemunhas do seu sofrimento, coragem e determinação".

"Pode parecer uma decisão surpreendente e inesperada, para nós foi lógica e natural. A proposta mereceu apoio da UEFA desde o primeiro momento, a quem quero agradecer. Podem achar que o mais fácil seria seguir a candidatura como estava, indiferentes ao que se passa na Ucrânia. Discordo, isso seria o mais difícil. A Ucrânia não pode desaparecer das memórias quando a guerra acabar", disse o português.

Já Luis Rubiales, presidente da federação espanhola, destaca a mudança da imagem da candidatura: "Já não é ibérica, é uma proposta europeia".

"Estou orgulhoso por estar aqui. Todos representamos o poder de transformação que o futebol pode ter na sociedade. Acreditamos que esta candidatura agora é muito melhor", explica Rubiales.

Ideia partiu de Portugal e Espanha, geografia não é problema

Fernando Gomes explicou, já questionado pelos jornalistas, que a proposta foi da candidatura: "Partiu das pessoas que em 2018 iniciaram um processo que tem conduzido a candidatura ibérica. Não somos indiferentes ao que se passa no mundo. Perguntamos à UEFA se a ideia fazia sentido, recebemos sinal positivo e foi daí que começou até hoje estarmos aqui".

A ideia parte do pressuposto que, em 2030, a guerra já tenha terminado: "Faltam oito anos. Estamos convencidos que serão encontrados os mecanismos para que exista paz na Europa nessa altura".

Para o português, a distância geográfica entre os dois países ibéricos e Ucrânia não é problema, dando o Euro 2020 como exemplo.

"A lógica geográfica é que estamos inseridos na Europa. Ucrânia é um país europeu, é uma candidatura europeia. Não é preciso recuar muito, há um ano tivemos um Campeonato da Europa jogado entre Londres e Baku, no Azerbaijão", explica.

Por agora, ainda não há detalhes concretos sobre a integração da Ucrânia: "Madrid é a sede institucional, a sede administrativa é Lisboa. Isso continua igual. Agora é o momento para a delegação ucraniana se unir. É um momento muito inicial ainda. Nos próximos meses teremos mais informações".

De acordo com o "The Times", jornal britânico que avançou a notícia, a Ucrânia poderá receber os jogos de um dos grupos do torneio.

Portugal e Espanha já anunciaram a intenção de candidatura em 2020. O protocolo foi assinado em outubro desse ano, no estádio do Algarve e a candidatura foi anunciada em 2021, antes do Campeonato da Europa, num amigável entre as duas seleções em Madrid.

A decisão sobre quem será o anfitrião do Campeonato do Mundo de 2030 será tomada dentro de dois anos, num congresso da FIFA marcado para 2024.

Além do Mundial na Península Ibérica, estarão em cima da mesa a candidatura de Marrocos e uma conjunta de quatro países sul-americanos: Uruguai, Argentina, Paraguai e Chile.

[Atualizado às 13h40 - declarações dos presidentes na conferência de imprensa]

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