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Mundial 2022

Paulo Ferreira aposta em Cédric, João Mário, Gonçalo Inácio e Fábio Cardoso na seleção

16 mar, 2022 - 10:30 • Rui Viegas

Antigo defesa direito da seleção desvaloriza a ausência de nomes como Nélson Semedo, João Cancelo e Rúben Dias no “play-off” de acesso ao Mundial, lembrando que há alternativas com qualidade. Fernando Santos anuncia os convocados esta quinta-feira.

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Em véspera do anúncio da convocatória de Fernando Santos para o “play-off” do Mundial 2022, Paulo Ferreira, enumera as soluções para as várias baixas por lesões na seleção nacional.

Em entrevista a Bola Branca, o antigo defesa comenta as alternativas para um lugar que foi de Paulo Ferreira em 62 jogos, entre 2002 e 2010, face à lesão de Nélson Semedo e o castigo João Cancelo para o jogo com a Turquia.

O antigo jogador de 43 anos aposta em Cédric Soares, que está "a jogar no Arsenal" e foi campeão europeu, e em João Mário, do FC Porto e que se estrearia na seleção principal.

“Continuamos a ter jogadores de qualidade. Se não jogar o A, joga o B. Não se notará grande diferença e isso é o mais importante. No lugar do lateral direito não está o Nélson Semedo nem o Cancelo, que está num grande momento, mas não nos podemos esquecer do Cédric que foi campeão europeu, tem experiência e está bem a jogar no Arsenal, na melhor liga da Europa, na minha opinião. Tal como o João Mário do FC Porto”, enumera.

Cédric Soares, de 30 anos, soma 34 internacionalizações pela seleção nacional e 14 jogos esta temporada pelo Arsenal. O defesa assumiu a titularidade no final de janeiro e tem sido opção regular a titular nos últimos jogos dos "gunners".

Já João Mário é o titular do lado direito da defesa do FC Porto, com quatro assistências em 31 jogos disputados esta temporada. Diogo Dalot e Ricardo Pereira são outras opções para a posição.

João Mário é o titular do lado direito da defesa do FC Porto. Foto: Paulo Aragão/RR
João Mário é o titular do lado direito da defesa do FC Porto. Foto: Paulo Aragão/RR
Inácio foi convocado à seleção uma vez, mas falhou o estágio por lesão. Foto: Paulo Novais/Lusa
Inácio foi convocado à seleção uma vez, mas falhou o estágio por lesão. Foto: Paulo Novais/Lusa
Fábio Cardoso leva 19 jogos esta época no Porto. Foto: Hugo Delgado/Lusa
Fábio Cardoso leva 19 jogos esta época no Porto. Foto: Hugo Delgado/Lusa
Rúben Semedo foi chamado recentemente por Fernando Santos e já se estreou no Porto. Foto: Paulo Aragão/RR
Rúben Semedo foi chamado recentemente por Fernando Santos e já se estreou no Porto. Foto: Paulo Aragão/RR

Inácio e Fábio Cardoso podem ser opção

No centro da defesa da seleção, Rúben Dias é o grande ausente, também por lesão, mas Paulo Ferreira também vê alternativas viáveis a atuar em Portugal.

“Para o eixo da defesa, continua a haver alternativas com jogadores quer têm qualidade. Como o Gonçalo Inácio, o Fábio Cardoso, que tem estado a jogar no FC Porto, e há que ter em conta também o Ruben Semedo, apesar de não estar a jogar muito”, refere o antigo internacional luso.

Gonçalo Inácio, do Sporting, já foi chamado numa ocasião, mas falhou o estágio por lesão. Tanto o jovem central do Sporting como Fábio Cardoso nunca jogaram pela seleção nacional.

Confiança inabalável no apuramento

Portugal volta a estar num “play-off” de apuramento para o Mundial, depois daqueles que ultrapassou a caminho dos Mundiais de 2010 e 2014 e do Europeu de 2012. Mas nessas três ocasiões, a seleção teve de superar apenas um adversário. Desta vez terá de eliminar dois, com jogos em casa.

“É uma situação nova. Na altura o play-off era só contra uma equipa em dois jogos. Neste momento a situação é diferente. Temos de passar um obstáculo e depois haverá um segundo. O fator casa normalmente tem influência e espero que seja benéfico para a equipa portuguesa. Que a casa esteja cheia a apoiar e a puxar pelos jogadores. Será uma ajuda importante para os jogadores e uma pressão para os adversários. Mas também sabemos que o fator casa às vezes traz-nos surpresas”, adverte Paulo Ferreira.

Com Fernando Santos será a primeira vez que Portugal participa num “play-off”. Paulo Ferreira continua a confiar no apuramento.

“O ideal seria passar diretamente, mas infelizmente estamos em mais um play-off, o que para a seleção já é normal. Mas continuo a acreditar que é possível. Primeiro há que pensar na Turquia e acho que o Fernando Santos pensa da mesma forma. Não será um adversário fácil", diz, antes de concluir.

"E só depois há que pensar no seguinte, que teoricamente será a Itália, mas nunca sabemos. E o futebol é fértil em surpresas. Por essa razão também, teremos de ter atenção à Turquia. Tem um treinador e jogadores excelentes. O primeiro foco de atenção da seleção portuguesa terá de ser a Turquia”, sublinha o antigo lateral das quinas.

Portugal, recorde-se, defronta a Turquia no dia 24, às 19h45, no Estádio do Dragão, para a meia-final do “play-off” de acesso ao Mundial. Se vencer, encontra a 29 deste mês, no mesmo palco, o vencedor do Itália-Macedónia do Norte.

Futuro depois do Chelsea

No plano pessoal, Paulo Ferreira, de 43 anos, encerrou uma ligação de 18 anos ao Chelsea. Nove como jogador e outros nove no departamento técnico relacionado com os jogadores emprestados. Encerrado o vínculo ao emblema londrino, o antigo jogador regressou a casa.

“Vim juntar-me à família e achei que era a altura certa para regressar. Terminei a ligação de 18 anos ao Chelsea e veremos o que poderá acontecer no futuro e quais as oportunidades com ligação ao futebol”, declara.

A mudança de mãos do Chelsea

A guerra na Ucrânia precipitou a decisão do proprietário do Chelsea, o russo Roman Abramovich, de colocar o clube à venda. Paulo Ferreira fica a torcer para que os futuros proprietários mantenham os "blues" no trilho das vitórias e dos títulos.

“Há sempre essa incógnita e há que aguardar. Fala-se dessa situação, a de o clube ser vendido, e – se assim for - teremos de perceber quem será o novo investidor. Se será alguém com o mesmo objetivo, dando sequência ao investimento feito por Abramovich - que é uma pessoa que adora e transformou o clube, colocando-o onde hoje está. O receio é esse, mas - se for o caso - que seja alguém que mantenha o clube no topo e a ganhar troféus. É o que espero que continue a acontecer”, deseja, a finalizar, Paulo Ferreira.

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