19 nov, 2024
À selecção portuguesa de futebol não interessava particularmente o jogo de ontem em Split, onde a esperava a congénere croata, essa sim com necessidade de angariar pelo menos um ponto para assim poder assegurar a passagem aos quartos-de-final da Liga das Nações, que se realizarão somente no próximo ano, mais precisamente nos dias 20 e 23 de Março.
Acabaram os croatas para alcançar o seu objectivo, ainda que não tenham conseguido vencer na sua capital a formação lusa, que regressou a Lisboa depois de um empate num desafio em que se registaram alguns factos relevantes.
Desde logo, Roberto Martinez operou diversas alterações no onze das quinas, promovendo o primeiro acesso a mais três jogadores nacionais deixando, no entanto, de fora o leão Geovany Quenda que, a entrar em jogo, passaria a ser o mais jovem jogador a vestir a camisola das quinas, destronando assim desse pedestal Paulo Futre, que continua detentor do record.
Depois de ter deixado entender na conferência de imprensa que antecedeu o jogo com a Croácia que Geovany Quenda poderia vir a ser utilizado, o responsável pela selecção abdicou da sua utilização num jogo em que não havia nada a perder, gerando, com essa decisão, protestos de vária ordem e provenientes de diversos quadrantes.
Tratou-se de uma lamentável decisão, cujas consequências estão, por enquanto, por conhecer e, nem a declaração de Martinez (“Quenda não está na selecção para bater records”) retira à decisão do responsável o que vários sectores classificam como lamentável.
Quanto ao jogo, a selecção portuguesa não realizou uma exibição do outro mundo, antes pelo contrário. A uma razoável primeira parte seguiu-se um segundo tempo sem qualidade no qual os croatas conseguiram chegar ao empate, e não chegando mais longe devido a erros próprias e falhas, que a não terem existido, poderia proporcionar-lhes um desfecho diferente.
Agora, há que esperar pelo sorteio dos quartos-de-final, em que poderemos ter como adversário os Países Baixos. a Itália ou a Dinamarca nos dias 20 e 23 de Março, em duas mãos, em casa e fora.
Alemanha, França e Espanha são os outros cabeças de série. Ou seja, o funil está agora mais apertado até se chegar à final.