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Ribeiro Cristovão
Opinião de Ribeiro Cristovão
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Quando o VAR é a vedeta do jogo

04 jan, 2022 • Opinião de Ribeiro Cristovão


O debate nem sempre tem sido pacífico. E isso acontece porque há efetivamente algumas arestas a limar, apenas se estranhando que as entidades responsáveis continuem revelando uma inação inaceitável.

Tivemos ontem à noite em Tondela mais uma cena montada pelo VAR e seus decisores, que constituiu mais uma ajuda para aqueles que desde há muito tempo se batem por alterações no processo de atuação daquele importante instrumento, que veio contribuir para uma nova forma de ver o jogo e sobre ele decidir.

O debate nem sempre tem sido pacífico. E isso acontece porque há efetivamente algumas arestas a limar, apenas se estranhando que as entidades responsáveis continuem revelando uma inação inaceitável, que só prejudica a possibilidade de se caminhar rumo à perfeição que, não obstante isso, será sempre difícil de alcançar no futebol. E têm-se registado exageros difíceis de compreender.

Ontem à noite em Tondela, por exemplo, o VAR do jogo que a equipa da casa disputou contra o Moreirense teve, entre outras, duas intervenções suscetíveis de gerarem discussão.

Em ambos os casos estava em causa a possibilidade do Tondela, em primeiro lugar chegar ao empate, e depois, conseguir o golo da vitória após a transformação de uma grande penalidade quando já iam decorridos 103 minutos de jogo.

A análise desse lance que deu origem à penalidade máxima demorou cerca de oito minutos.

É exatamente aqui que assenta a nossa intervenção, no sentido de entendermos que casos como este não podem acontecer em desafios de alta competição. O espetáculo é particularmente prejudicado e a verdade desportiva não fica salvaguardada.

Propositadamente, não citamos aqui os nomes nem do árbitro do jogo, tampouco do VAR que o auxiliou.

O propósito é bem mais abrangente, porque o exemplo de ontem à noite em Tondela deve merecer debate no seio da arbitragem portuguesa, para que se limitem os erros e não se atrofie o espetáculo de que todos nós gostamos tanto.

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  • José Figueiredo da R
    04 jan, 2022 Leça da Palmeira - Matosinhos 12:15
    Caro Ribeiro Cristóvão: Para além de lhe desejar um bom 2022 com muita saúde, também lhe quero dar o apoio ao que diz. O VAR não está a cumprir bem o seu papel. Não sei se os problemas são limites técnicos ou ineficiência de quem o usa, mas é necessário que as entidades que gerem o futebol meditem e actuem de forma a que um elemento decisivo na melhoria da verdade desportiva, não se torne um elemento castrador do futebol. Aproveito, para lhe dizer que teria gostado de um seu comentário a reprovar o que se passou no 1º golo do FCP no jogo do campeonato contra o SLB, obtido de forma irregular (um lançamento feito 7 metros à frente do seu devido lugar. Lance analisado pelo VAR e que fez vista grossa ao que tem sido uma prática lamentável em todos os campos do nosso futebol. Em Inglaterra, no excelente Chelsea-Liverpool, por duas vezes o árbitro interrompeu uma jogada de ataque, mandando repetir o lançamento por este não ter sido feito no lugar correcto. Cá não se faz isso e a situação não é criticada pelos comentadores desportivos os quais são indiferentes à participação directa de apanha-bolas nos jogos. Deixo à sua atenção. Cumprimentos José Rocha
  • ADISAN
    04 jan, 2022 Mealhada 09:42
    Uma das regras que não acho nada bem, é que que se marque fora de jogo, quando apenas um pé (ou uma mão) do atacante está para além da linha do último defesa. Aqui deveriam ser aplicadas as regras de estarem em linha e, só ser considerado fora de jogo, com todo o corpo para além dessa mesma linha. Eu sei que são regras de FIFA, mas também esta é constituída por humanos falíveis
  • Manuel Pereira
    04 jan, 2022 Santa Cruz das Flores 07:47
    Não podia estar mais de acordo com esta opinião. Apenas estranho que só agora tome posição, quando anda na jornada anterior em 2 jogos de candidatos ao título aconteceram factos semelhantes, em concreto a não expulsão por agressão do jogador do Sporting que acabou por marcar 3 golos e o 1° golo no FCP Benfica que é precedido de falta (mão na bola). Apenas cito estes 2 casos mas praticamente em todos os jogos ha casos de atuação dúbia dos VAR. Qual a razão de tanta demora em certas decisões? Qual a razão da não divulgação das imagens que fundamentam determinadas decisões? A bem da verdade desportiva porque não se abre a possibilidade dos clubes poderem contestar certas decisões e que estas sejam passíveis de impugnação dos jogos onde claramente há influência nos resultados? Se esta possibilidade existisse certas decisões não aconteciam.