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Novas Crónicas da Idade Mídia
O que se escreve e o que se diz nos jornais, na rádio, na televisão e nas redes sociais. E como se diz. Eduardo Oliveira e Silva, Luís Marinho, Luís Marques e Rui Pêgo são quatro jornalistas com passado, mas sempre presentes, olham para as notícias, das manchetes às mais escondidas, e refletem sobre a informação a que temos direito. Todas as semanas, leem, ouvem, veem… E não podem ignorar. Um programa Renascença para ouvir todos os domingos, às 12h, ou a partir de sexta-feira em podcast.
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​Costa a caminho da Europa

Novas Crónicas da Idade Mídia

​Costa a caminho da Europa

14 jun, 2024 • Eduardo Oliveira e Silva, Luís Marinho, Luís Marques e Rui Pêgo


O PS ganhou as eleições, embora por “poucochinho”. Aparentemente, a coincidência de calendário entre o ato eleitoral e as buscas a Lacerda Sales não perturbou o espírito dos eleitores. O grande derrotado da noite foi o Chega, apesar de eleger 2 deputados.

Os Media, desta vez, puseram todo o empenho nas europeias, ao contrário da prática habitual. Os jornais e a rádio fizeram um excelente trabalho na cobertura das eleições. A SIC ganhou a noite eleitoral. Todos os canais fizeram um grande investimento nos painéis de comentadores, com relevo para a TVI e para a CMTV, que levou António Costa, Pedro Santana Lopes e Judite de Sousa, estreando as contratações para o novo canal que arranca na próxima segunda-feira (17).

O PS ganhou as eleições, embora por “poucochinho”. Aparentemente, a coincidência de calendário entre o ato eleitoral e as buscas a Lacerda Sales não perturbou o espírito dos eleitores. O grande derrotado da noite foi o Chega, apesar de eleger 2 deputados. IL é a formação política que mais cresce; PS perde um parlamentar; AD mantém a soma de PSD e CDS; a esquerda recua, BE e CDU perdem 50% da representação. O PAN é “removido da Europa”; o Livre não elege. Rui Tavares, que não apareceu na campanha, deixou Francisco Paupério entregue a si próprio. Porquê as primárias da escolha de candidatos se a direção acaba por não gostar do resultado?

O avanço da direita radical, apesar de menos vigoroso do que se temia, levou Macron a dissolver a Assembleia Nacional e a convocar eleições, criando mais um foco de instabilidade, a juntar aos vários pontos de tensão um pouco por toda a União. De toda a maneira são resultados que garantirão a reeleição de Von der Leyen para a Comissão e abrem caminho a António Costa para o Conselho europeu. Isto, claro, se se mantiver a tradicional distribuição de lugares entre as forças mais votadas. Que, neste caso, se mantêm ao centro – PPE, Socialistas e Liberais. Mas terá sido este um resultado suficientemente vigoroso para enfrentar os desafios que a União tem pela frente, com uma guerra à porta de casa?

A MediaLivre, proprietária do Correio da Manhã, estreia segunda-feira (17) um novo canal de televisão. Chama-se News Now, pretende relevância no território dos canais de notícias – SIC Notícias, CNN/Portugal e RTP3. As contratações de comentadores são de peso: António Costa, Cardeal Américo Aguiar, Rui Rio, Pedro Santana Lopes, entre outros. Há espectadores para tantos canais de notícias?

Carlos Rodrigues, diretor-geral editorial do grupo CM, deu uma entrevista ao + Marcas, do Eco, em que defende claramente o fim da publicidade na televisão pública. De resto, os operadores privados têm vindo a reintroduzir a discussão sobre a publicidade na RTP, tendo o presidente da Rádio e Televisão públicas defendido, recentemente, a ajuda do Estado aos privados. O primeiro-ministro foi à celebração dos 136 anos do JN admitir “algum” financiamento para os Media, explicando que “aqueles que cumprem serviço público (…) devem esperar do Estado o reconhecimento do serviço público que prestam”. Pedro Duarte disse que o plano de ação do Governo para o sector dos Media seria apresentado em breve. O plano inclui mais uma comissão para “descobrir” o que é o Serviço Público de Média?

Em suplemento ao programa, nos Grande Enigmas, pode um país antigo e envelhecido ser um covil de radicais? Faz algum sentido continuar a haver o dia de reflexão antes dos atos eleitorais? Quem é que Portugal vai indicar para comissário europeu? Passos Coelho? Porque é que nos estudos sobre o crime e a atividade criminosa não é referida a nacionalidade dos protagonistas?


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