Siga-nos no Whatsapp
João Duque n´As Três da Manhã
Terças e quintas-feiras, às 9h20, n'As Três da Manhã
A+ / A-
Arquivo
BCE deve baixar em 0,25 as taxas de juro

João Duque

BCE deve baixar em 0,25 as taxas de juro

06 jun, 2024 • Sérgio Costa , Olímpia Mairos


João Duque comenta a expetável descida das taxas de juro, atualmente no nível mais alto de sempre, permitindo um alívio nos empréstimos de famílias e empresas.

O comentador da Renascença João Duque antecipa uma descida ligeira das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu (BCE).

“Eu estou à espera que o Banco Central Europeu cumpra as grandes expectativas que já gerou até agora”, diz João Duque, acrescentando que “todo o mercado está a acreditar que vai baixar 0,25”.

Segundo João Duque, “estas são as taxas de referência de muito curto prazo que afetam naturalmente os mercados onde se forma a tal Euribor, que é a grande preocupação de muitas famílias portuguesas”.

No entanto, o comentador realça que estamos perante boas e más notícias.

“A boa notícia é de que, de facto, as taxas Euribor vão baixar, e elas estão já a baixar, mas esta referência é para prazos muito curtos, isto é, para maturidades, ou seja, prazos a uma semana, duas semanas, três semanas, um mês”, explica.

O economista assinala que “à medida que nós olhámos para taxas Euribor para prazos mais dilatados, isto é, empréstimos entre bancos a 6 meses a um ano, que são aquelas que são mais usadas pelas famílias portuguesas, nas referências dos empréstimos que fazem nos contratos da habitação, esse movimento não está a verificar-se porque, basicamente, as taxas de mais longo prazo no mercado de empréstimos de dinheiro, isto é, de 5 anos a 10 anos, etc, estão a aumentar e, portanto, neste momento não se está a sentir grande alívio”.

No seu espaço de comentário na Renascença, Duque observa ainda que “as taxas a um ano têm estado com uma evolução que não é tão sensível quanto as de muito curto prazo. E, portanto, isso não são muito boas notícias”.

Questionado sobre se nos próximos tempos deverá manter-se esta tendência de descida das taxas de juro, o economista diz que vamos assistir a duas coisas: “em primeiro lugar, a confirmação de que a inflação na Europa está dominada e isso é um estímulo para que o Banco Central Europeu continue a sua progressão de baixa de taxas, mas, por outro lado, há que ter em conta que, se os Estados Unidos, que estão pior do que nós no controlo da inflação, não baixarem, isso vai atrasar e, portanto, eu diria que nós vamos ter que caminhar muito devagarinho”.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.