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ISP. “Governo podia ter ido um pouco mais longe”

ISP. “Governo podia ter ido um pouco mais longe”

11 abr, 2022 • Olímpia Mairos


O comentador entende que devem ser introduzidas alterações ao Orçamento, tendo em conta que o preço da energia aumentou e há uma guerra em curso.

João Duque considera que o Governo podia ter ido mais longe e baixar ainda mais o imposto sobre os produtos petrolíferos. Segundo o comentador das Três d’Manhã, o “ISP não acaba, quer dizer que ainda há mais folga para descer e podia ter feito isto também há mais tempo”.

“Nesse aspeto, o Governo podia fazer mais, é sempre possível fazer, em vez de 60 euros, entregar 80 euros. “isto é, tem que também haver aqui alguma razoabilidade”, argumenta, assinalando desconhecer a justificação técnica para os 60 euros.

O comentador sublinha ainda que “o Governo podia ter ido um pouco mais longe”, mas, sobretudo, “podia ir há mais tempo”.

Esta segunda-feira está a ser apresentado aos partidos e aos parceiros sociais o Orçamento. João Duque defende que devem ser introduzidas alterações face ao que foi apresentado por António Costa, aquando do debate eleitoral com Rui Rio.

O comentador conta que encontrou há dias o ministro das Finanças num restaurante e que ambos trocaram palavras breves que o deixaram confiante.

“Disse-me uma coisa que me deixou confiante. ‘Já muita coisa mudou, desde esse tal Orçamento’ e eu brinquei com ele e, portanto, está consciente de que a inflação aumentou imenso e a energia aumentou imenso e, portanto, há uma guerra que está em curso e há pessoas que estão nitidamente mais afetadas do que outras no panorama português”.

É natural que o Governo venha a fazer essas alterações para cobrir exatamente uma alteração profunda de expectativas. O preço do petróleo alterou-se e esse preço é fundamental, porque tem um impacto grande no desenvolvimento da economia portuguesa”, diz.

João Duque acrescenta ainda que “o mercado exportador, para onde a maior parte das nossas mercadorias estão dirigidas, que é a União Europeia, está alterado e, portanto, espera que o Governo “faça algumas alterações e que sejam sensíveis”.

Já quanto às críticas do ex-presidente da República Cavaco Silva, que esta segunda-feira, num artigo do Público, afirmava que António Costa e os seus governos têm pouca coragem política para fazer crescer a economia, o comentador concorda e dá como exemplo a “alteração fiscal profunda” feita por Cavaco, entre os anos 86 e 88.

“Ele conseguiu introduzir o IVA e alterou os impostos sobre o rendimento, criando o IRS e o IRC. Quem faz isto em dois anos e olha para um governante que está há seis anos no Governo e que não mexe na estrutura fiscal, acho que tem alguma razão para poder chamar de pouca coragem política”, conclui.

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