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Jacinto Lucas Pires-Henrique Raposo
Um escritor, dramaturgo e cineasta e um “proletário do teclado” e cronista. Discordam profundamente na maior parte dos temas.
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Morte no SEF - 14/12/2020
Morte no SEF - 14/12/2020

​H. Raposo

“Cúpulas do Estado” queriam que tortura no SEF “desaparecesse na espuma da Covid”

14 dez, 2020 • Miguel Coelho , Cristina Nascimento


Comentadores da Renascença consideram que ministro da Administração Interna não tem condições de continuar no cargo.

O comentador da Renascença Henrique Raposo considera que as "cúpulas do Estado português" agiram mal no caso da morte de um ucraniano que estava ao cuidado do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

"Costa não demitiu Cabrita na altura", critica Raposo, e "Marcelo portou-se muito mal, não colocou o assunto em cima da mesa", diz. "Fica a impressão que as cúpulas do Estado português quiseram que o assunto desaparecesse na espuma da Covid", argumenta.

"Este silêncio do Estado envergonha", acrescenta Raposo, que diz ainda que "quando há um caso desta magnitude, tem que haver demissões", defendendo a saída de Eduardo Cabrita do cargo de ministro da Administração Interna.

Na mesma linha, o escritor Jacinto Lucas Pires considera que Eduardo Cabrita "não tem condições" de se manter no cargo.

"Demitir-se é um sinal de liderança, é dizer que o Estado não é isto, não pode ser isto", remata Lucas Pires.

Comentários
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  • José Gaspar
    15 dez, 2020 Leiria 09:01
    Ainda continuo á espera que me expliquem o que tem resultado de positivo quando há demissões? O que tenho observado e de há dezenas de anos é que as demissões tem resultado é em ir outro ocupar o lugar mas o resto fica na mesma nada muda, não soou nem nunca fui a favor de demissões, mas sou sim a favor de corrigirem o que tenham feito mal.
  • João Lopes
    14 dez, 2020 Viseu 10:57
    Concordo: "Este silêncio do Estado envergonha"..."quando há um caso desta magnitude, tem que haver demissões", defendendo a saída de Eduardo Cabrita do cargo de ministro da Administração Interna». Mas os socialistas, filhos do marxismo, agarram-se à governança, como se fossem os senhores e donos da "Quinta"