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Histórias do Europeu
A Renascença conta-lhe as glórias e as desventuras dos Campeonatos da Europa de futebol, uma história que tem início em 1960 e que se estende até aos dias de hoje. E há de tudo: lendas, vitórias épicas, derrotas inesperadas, golos especiais e episódios memoráveis. “Histórias do Europeu” é um programa para ouvir de segunda a sexta, ao meio-dia e às oito da noite, na Renascença e, sempre que quiser, em podcast.
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Um guarda-redes sem luvas, eis o momento mais alto de Ricardo: o episódio 14 do “Histórias do Europeu”

"Histórias do Europeu"

Um guarda-redes sem luvas, eis o momento mais alto de Ricardo: o episódio 14 do “Histórias do Europeu”

31 mai, 2024 • Luís Aresta


Luís Aresta conta-lhe, neste 14.º episódio do podcast, sobre o momento inesquecível de Ricardo. A Renascença conta-lhe as glórias e as desventuras dos Campeonatos da Europa de futebol. De 1960 aos dias de hoje… há de tudo: lendas, vitórias épicas, derrotas inesperadas, golos especiais e episódios memoráveis!

Sem luvas.

O penálti defendido por Ricardo, nos quartos de final do Euro2004, é um daqueles momentos que ficam para a história.

A eliminatória tinha sido duramente disputada nos 120 minutos. Portugal, orientado por Scolari, defrontava a Inglaterra de Eriksson, que contava com estrelas como Gerrard, Lampard, Scholes e Beckham.

Aos três minutos, a seleção portuguesa já perdia por 1-0, golo de Owen. Seriam necessários 80 minutos para que Hélder Postiga, de cabeça, pusesse fim ao penar dos adeptos portugueses nas bancadas da Luz.

No prolongamento, Rui Costa, a sentir-se em casa, vai por ali fora e bate David James pela segunda vez. Só que, para desespero geral, Lampard aparece praticamente sozinho no seguimento de um pontapé de canto para voltar a empatar.

Seguiram-se os penáltis, pois claro…

Eusébio está junto ao retângulo de jogo. É um dos muitos milhares de portugueses a sofrer com a seleção, mas não é verdade que tenha tido intervenção direta no que viria a acontecer.

Estão marcados cinco penáltis para cada lado e, já depois de Beckham ter falhado pelos ingleses e de Rui Costa ter desperdiçado para Portugal, o inglês Vassel está na frente de Ricardo.

Para espanto geral, o guarda-redes português tira as luvas, lança-se para o lado esquerdo e é com as mãos a descoberto que defende o remate saído do pé direito do então avançado do Aston Villa.

Metade do trabalho está feito.

Agora só falta marcar para selar o apuramento para as meias-finais. É Ricardo quem assume. Parte decidido para a bola e remata. David James adivinha o lado, mas não chega à bola. A vitória sobre a Inglaterra está consumada.

Ricardo é herói por um dia e alguns anos depois recorda o feito aqui na Renascença…

“Foi um ato único.”


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