29 nov, 2024 • Sérgio Costa , Olímpia Mairos
O comentador da Renascença Henrique Raposo considera que é fácil atacar o jogo ilegal.
No comentário ao estudo que mostra que, aparentemente, influencers estão a favorecer o jogo ilegal online e que cerca de metade dos apostadores online utiliza plataformas ilegais, Raposo diz que este problema é “gravíssimo” e que as autoridades estão “paradas” no tempo.
“Há esta sensação de impunidade. As autoridades estão como as escolas, estão paradas em 1980. Por que é que a polícia não vai ter com estes influencers?”, questiona.
“Não sabem onde é que eles moram?" prossegue, sugerindo uma deslocação ao local e investigação a quem está a fazer publicidade a um site de jogo ilegal.
“A PJ não pode fazer isto? A polícia não pode fazer isto? Não pode descobrir quem são os 70 mil imbecis que partilham fotos de mulheres na maior das impunidades?”, pergunta.
No seu espaço de comentário n’As Três da Manhã, Raposo insiste que “há uma sensação de impunidade em redor da internet”.
"Faz lembrar o anel do Sauron”, diz, explicando que “o anel é o símbolo da invisibilidade do mal. Quando colocamos o anel, ficamos invisíveis”.
“E, portanto, somos imunes aos códigos morais e legais. Tenho a impressão que a internet é um gigantesco anel que nós todos colocámos no dedo”, aponta Raposo.
“Os miúdos acham que isto não faz mal. O pai a jogar à batota no café parecia mal porque se via. Na internet, não parece mal. Mostrar fotos íntimas da ex assim ao vivo e a cores parece mal, mas na internet já não faz mal”, ilustra.
Segundo Henrique Raposo, “estamos a criar este magma tremendo na impunidade da internet, de baixo dos interesses das autoridades”.
“A Google não tem um escritório em Portugal? Não se pode ir lá bater à porta? Por que é que a tua página da Google apresenta estas páginas de jogo ilegal?”, remata.