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Luto parental. Nada chega para repor condições de regresso ao trabalho
Luto parental. Nada chega para repor condições de regresso ao trabalho

Opinião de Graça Franco

Luto parental. Nada chega para repor condições de regresso ao trabalho

09 set, 2021 • Olímpia Mairos


A comentadora considera que a ministra da Administração Pública, ao admitir, como pessoa, concordar com o alargamento de cinco para 20 dias para o chamado “período de nojo” está a dar uma enorme força.

Graça Franco saúda a abertura da ministra da Administração Pública, Alexandra Leitão, que, em entrevista à Renascença, admitiu apoiar o aumento do número de dias por luto parental de 5 para 20 dias.

“A ministra admitiu que nunca tinha pensado nisso como governante, mas deu logo o seu apoio como pessoa”, salienta.

E se a ministra disse que “talvez seja uma imprudência política”, a comentadora considera que “se calhar, é uma imprudência política dizer que se vai passar logo para os 20 dias”, assinalando, no entanto, que a posição de Alexandra Leitão “dá uma enorme força”.

“É aquilo que se pretende... sensibilizar para uma coisa que é evidente para todos nós e que demora a ficar consignado em lei”, sublinha.

Graça Franco nota que este é um assunto que divide os países, que têm regras muito diferentes, “porque há muitos países em que vigora, sobretudo, a lei de mercado e as convenções naturais”.

“Nem sequer na Dinamarca, onde há 130 dias, chega para repor aquilo que são as condições mínimas de regresso ao trabalho pela morte de um filho”, conclui.

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  • Ivo Pestana
    10 set, 2021 Madeira 12:59
    Vou ser honesto, já perdi familiares e não são mais uns dias que vai ajudar. O trabalho também distrai. Nestes momentos é a fé, que ajuda. Deus dá-nos consolo. Aos não crentes, é mais difícil ultrapassar a morte de alguém querido e por isso, recorrem a muitos métodos. Como a psicologia, farmacologia, férias, desporto e menos saudáveis como a bebida, drogas...procurem ajuda.