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Qual é o objetivo da cimeira da NATO?

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Qual é o objetivo da cimeira da NATO?

09 jul, 2024


Cimeira começa oficialmente esta terça-feira em Washington, e reúne aliados num ambiente de desafios causados pela guerra na Ucrânia e incerteza com as eleições de novembro nos Estados Unidos.

Esta cimeira deve-se a quê? Qual é o objetivo?

Bem, na verdade esta cimeira de Washington pretendia ser uma cimeira festiva, porque comemora os 75 anos da fundação da NATO. Foi precisamente na capital dos Estados Unidos que em 1949 foi assinado o chamado Tratado do Atlântico Norte, que instituiu a NATO, na altura apenas com 12 países, incluindo Portugal.

Hoje já são 32, com a recentes adesões da Finlândia e da Suécia, já na sequência da invasão da Ucrânia pela Rússia.

Mas de certeza que os países da NATO não vão limitar-se a soprar as velas de aniversário...

Sim, até porque vão ser três dias de cimeira e o que não faltam são questões substanciais. Desde logo a guerra na Ucrânia, que parece não ter fim à vista, como ainda ontem se viu, com uma das maiores vagas de ataques russos do último ano. A NATO procura reforçar-se, ao nivel dos meios militares, para enfrentar uma potencial ameaça russa no seu próprio território e ao mesmo tempo reforçar também o fornecimento de armamento e munições e treino, etc. às forças ucranianas, porque sem apoio da NATO a guerra estaria perdida.

E há garantias de que a ajuda à Ucrânia possa aumentar?

Muita ajuda tem chegado, o problema é que é sempre menos e mais devagar do que os ucranianos gostariam e necessitariam. Por isso é que o próprio Presidente ucraniano, Volodymir Zelensky, vai também estar na cimeira, para insistir nos apelos a mais apoio e mais rápido, porque a Rússia tem vindo a ganhar terreno nos últimos meses.

Pelo que se sabe, os Estados Unidos vão aproveitar para anunciar de facto mais ajuda, nomeadamente sistemas de defesa aérea Patriot, e a NATO no seu conjunto deverá comprometer-se com o envio de 40 mil milhões de euros em auxílio militar durante o próximo ano.

A possível adesão da Ucrânia à NATO vai ser discutida nesta cimeira?

Sim, há já quase dois anos que Zelensky formalizou o pedido de adesão da Ucrânia e no ano passado os membros da NATO chegaram a manifestar o compromisso de que a Ucrânia virá no futuro a ser membro da Aliança Atlântica, mas ninguém acredita que isso possa acontecer enquanto a guerra não terminar.

Há membros da NATO, em especial do Leste Europeu, que defendem que nesta cimeira deve ser dado mais um sinal, nomeadamente com a garantia de que o caminho para a adesão da Ucrânia é irreversível, mas essa está longe de ser uma posição consensual. Veremos o que sai na declaração final da cimeira.

E veremos também se Biden continua ou não na Casa Branca, porque se Trump for eleito em Novembro, a posição dos Estados Unidos quanto à NATO pode mudar radicalmente...

É um dos maiores receios entre os aliados - e também na Ucrânia, como se imagina -, porque Trump ameaça cortar a ajuda militar aos ucranianos e a própria segurança europeia face à ameaça russa com Trump poderia estar em causa.

Também por isso há grande expectativa para ver se o actual presidente Joe Biden irá estar à altura durante esta cimeira.. Como sabemos, têm sido muitas as pressões para que abandone a recandidatura, depois se ter mostrado muito limitado e confuso no recente debate com Trump. Um eventual desempenho menos convincente nesta cimeira pode ser determinante para a sobrevivência política de Joe Biden.

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