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Onde ficam os novos radares de velocidade?
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Onde vão estar os novos radares de velocidade?

25 jun, 2024 • Alexandre Abrantes Neves


No Explicador desta terça-feira, falamos de um tema que ninguém gosta, mas sobre o qual precisamos de ter muita atenção: 25 novos radares de controlo de velocidade em todo o país, que entram em funcionamento já este verão. O que é que precisamos de saber? Ouça o podcast.

Já a partir de 6 de julho, há 25 novos radares nas estradas de Portugal, anunciou a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária. Consulte aqui a lista completa (em formato PDF).

O que é que precisamos de saber?

Em primeiro lugar, colocar no calendário a data em que começam a funcionar. É já no próximo dia 6 de julho e, segundo a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, o objetivo é reduzir a sinistralidade nas estradas já este verão.

Vão estar espalhados de norte a sul do país, tanto em estradas nacionais como em autoestradas.

Por exemplo, na Grande Lisboa, a estrada marginal entre Parede e Cascais vai passar a ter mais um controlo de velocidade. No Porto, a A43 na zona de Campanhã e a A29 em Vila Nova de Gaia também vão ganhar radares.

Mas outras zonas do país vão igualmente passar a ter mais estradas controladas. Caso do IP3 em Coimbra ou da Estrada Nacional 125 em Albufeira.

E porque é que os radares foram instalados nestas localizações?

De acordo com a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, o elevado número de acidentes graves provocados por excesso de velocidade nesses locais foi o principal critério de decisão.

Só nos últimos cinco anos, 115 pessoas terão morrido nestes troços rodoviários que agora recebem radares. O objetivo é, portanto, reduzir o número de mortes nas estradas e sensibilizar todos os condutores a terem uma condução mais segura e dentro dos limites da lei.

Estes radares são todos iguais?

Neste novo pacote, há onze radares de velocidade média. Basicamente, estes instrumentos permitem medir a velocidade de um veículo no início e no final de percurso. Torna-se assim possível identificar todos os condutores que circulam em excesso de velocidade, principalmente aqueles que abrandavam apenas nos locais onde estavam os radares de velocidade instantânea.

Fora estes, há 14 radares tradicionais, que medem a velocidade apenas num ponto específico.

O número de acidentes tem vindo a diminuir com a instalação de radares?

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária diz que sim. Este sistema nacional de radares foi criado há oito anos e desde aí que se registou uma "redução significativa da sinistralidade grave".

Os dados apontam que o número de vítimas graves reduziu 74% nos locais com radares, ao mesmo tempo que os acidentes com vítimas também decresceram cerca de 36%.

Os mesmos dados indicam ainda que os veículos a circular em excesso de velocidade nas zonas controladas quase desapareceram. Reduziram 90%.

E em termos monetários? Os radares devem ser uma fonte de receitas avultadas para o Estado.

De facto são. Só no ano passado, os cofres públicos receberam 96 milhões de euros provenientes de multas do código da estrada.

Foi o valor mais alto dos últimos 14 anos e, em grande parte, devido à entrada em funcionamento de 37 novos radares no passado mês de setembro. Portanto, e só em quatros meses, esses equipamentos fizeram a diferença no montante arrecadado pelo Estado.

Um valor ainda assim abaixo das previsões do governo da altura. O executivo de António Costa previa, no Orçamento do Estado de 2023, que as multas resultassem numa receita de cerca de 135 milhões de euros.

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