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Jovens são os mais afetados pela crise económica provocada pela pandemia

13 jul, 2022 • Vasco Gandra, correspondente da Renascença em Bruxelas


Para as gerações mais novas, a recuperação foi mais lenta do que para outros grupos etários. O que se deve, segundo a Comissão Europeia, ao facto de muitos terem contratos temporários.

Os jovens estão entre os mais afetados pela crise económica e o desemprego provocados pela pandemia de Covid-19, indica um relatório da Comissão Europeia, divulgado esta semana. O documento também identifica políticas sociais para ultrapassar dificuldades.

O relatório de 2022, baseado em dados recentes sobre a evolução do emprego e da situação social na Europa, indica que os jovens (os que têm menos de 30 anos) enfrentam desafios consideráveis para encontrar emprego correspondentes às suas competências.

Para os jovens a recuperação foi mais lenta do que para outros grupos etários. O que se deve, segundo a Comissão, ao facto de muitos terem contratos temporários - quase metade (45,9 %), em comparação com 1 em cada 10 dos restantes trabalhadores.

Outro problema sentido pelos jovens prende-se com as dificuldades em encontrar um primeiro emprego quando terminam a escola, o curso superior ou uma formação.

Por outro lado, há mais probabilidade de os jovens enfrentarem uma situação social e financeira difícil. "Embora existam diferenças acentuadas entre os países da União Europeia, os agregados familiares compostos por jovens são mais pobres", explica a Comissão, em comunicado.

"Os jovens depararam-se com dificuldades para fazer face às despesas diárias, como as faturas e a renda, e 61 % estão preocupados com a procura ou manutenção de habitação adequada nos próximos dez anos".

Os desafios em termos de desigualdade que os jovens na Europa enfrentam dependem igualmente do seu nível de escolaridade e da sua origem socioeconómica.

O género é outro fator de desigualdade entre os jovens, afirma a Comissão. "Quando iniciam a sua carreira, as jovens europeias ganham, em média, menos 7,2 % do que os seus colegas do sexo masculino, um fosso que aumenta com a idade."

Bruxelas identifica algumas políticas sociais necessárias, como fomentar a integração de jovens no mercado de trabalho e as suas competências, reduzir os riscos com que os jovens se deparam, como o desemprego, a doença ou a dívida.

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