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Putin tenta mudar o rumo da guerra

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Putin tenta mudar o rumo da guerra

02 out, 2022


Nuno Botelho, José Pedro Teixeira Fernandes e José Alberto Lemos na análise da tentativa de anexação russa, das presidenciais no Brasil e do meio ano de governo da maioria PS.

O exército russo não controla na totalidade nem uma das quatro regiões ucranianas – Donetsk e Lugansk, que formam o Donbass no norte, Kherson e Zaporijjia no sul - onde decorreram os ‘referendos’ realizados sob a ameaça de armas todos eles fechados com o ‘apoio’ à integração na Federação Russa. Mas nem a ausência do domínio de qualquer fronteira administrativa desses territórios impediu Putin de reclamar a anexação pela força de parte da Ucrânia, uma ação contrária ao direito internacional.

Pouco depois de Putin ter assinado os ‘tratados’ de anexação, o presidente ucraniano Zelenski anunciava que solicitará a ‘adesão acelerada’ à NATO. No início do conflito Kiev mostrou disponibilidade para abdicar da pretensão, aceitando até um estatuto de neutralidade garantida. Agora assume que já forma parte ‘de fato’ de uma aliança que está obrigada a responder em bloco a qualquer agressão a um Estado membro.

Na reação, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, lembrou, na sexta-feira, que ‘as portas estão abertas’, mas a decisão tem de ser aprovada por todos os membros da aliança, porque todas as decisões se tomam por unanimidade. Stoltenberg disse também que a Ucrânia tem o direito de retomar os territórios "agora ocupados pela força" e prometeu o apoio dos aliados nesse processo de libertação.

"Esta é a maior tentativa de anexação de território europeu pela força desde a Segunda Guerra Mundial. Cerca de 15% do território da Ucrânia, uma área aproximadamente do tamanho de Portugal, foi tomado ilegalmente pela Rússia com a ponta da pistola", declarou Stoltenberg. Já Joe Biden garantiu que o Ocidente não se deixará intimidar.

Putin tenta alterar a dinâmica do conflito porque está a perder a guerra? Com a anexação pretende-se criar a ficção de que os territórios são tão russos como Moscovo, o que supostamente mudaria a sua natureza jurídica e política? O Kremlin pretende converter uma agressão militar numa guerra defensiva e conferir credibilidade à sua ameaça de usar armas nucleares na Ucrânia? Ou, embora o espantalho nuclear seja tecnicamente possível, a ideia de Putin é intimidar o Ocidente a empurrar Kiev para negociar quando a Ucrânia recupera posições no campo de batalha?

A análise a estas e outras questões é de Nuno Botelho, José Pedro Teixeira Fernandes e José Alberto Lemos que olham também para o Brasil, hoje a votos nas presidenciais, a Itália e os seis meses de governo PS de maioria absoluta.

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