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A semana de todos os riscos - Conversas Cruzadas
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Conversas Cruzadas

A semana de todos os riscos

07 fev, 2021 • José Bastos


Carvalho da Silva, Nuno Botelho e João Loureiro na análise da semana de maior pressão para as UCI.

números perturbadores nas contas das vítimas da Covid-19 do mês de janeiro. No mês passado, morreram mais pessoas do que em janeiro de 1919, num país então de 6 milhões e uma esperança de vida de 35 anos nos homens e 40 anos nas mulheres.

Já na avaliação do número de novos casos por cem mil habitantes, Portugal é o pior entre os 30 países analisados ao detalhe pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC) e também é o mais negativo no número de mortos por milhão de habitantes.

A taxa a 14 dias aponta para uma taxa de notificação de contágios por cem mil habitantes a 31 de janeiro de 1652,47 (indicador anterior era de 1429,43). No item “mortes por milhão”, o valor era de 362,86 (antes 247,55) sendo que a média dos 30 países é muito inferior, 402 nos novos casos e 103 no indicador das mortes por milhão de habitantes.

No final de janeiro, Portugal já surgia em vários barómetros como o país do mundo com maior número de novas infeções e novas mortes por milhão de habitantes. Como é possível? Mas, depois do janeiro de recordes negativos, a primeira semana de fevereiro parece confirmar que o pico de novos casos já terá sido ultrapassado.

Esta sexta-feira, o relatório semanal do INSA calcula que o RT está, de novo, abaixo de 1 em todo o país. Nos últimos sete dias foram diagnosticados no país 57 mil novas infecções, média de 8 mil casos/dia, já abaixo do pico médio de 12 mil em janeiro. Mas em Lisboa a média é ainda de 4 mil casos por dia.

A epidemia dá sinais de abrandar, mas a pressão hospitalar deve aumentar esta semana. O número de doentes em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) já está acima de 900. Em fevereiro de 2020 só havia 629 camas no país, e Portugal pode chegar no fim de semana de 13/14 fevereiro aos mil doentes em UCI.

A análise prospetiva da semana de todos os riscos e a turbulência na vacinação é de Nuno Botelho, empresário, presidente da ACP – Câmara de Comércio e Indústria, Manuel Carvalho da Silva, sociólogo e professor da Universidade de Coimbra e João Loureiro, economista e professor da Universidade do Porto.

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