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Casa Comum - Exclusividade vai afetar qualidade dos deputados? - 03/04/2019
Casa Comum - Exclusividade vai afetar qualidade dos deputados? - 03/04/2019

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Brexit: problema sem fim à vista

03 abr, 2019 • José Pedro Frazão


Numa altura em que volta a falhar Theresa May, há uma total indefinição do processo e a possibilidade de uma saída sem acordo.

Fernando Medina recorda que o tema tem sido recorrente e que, também recorrentemente, sejam quais forem os desenvolvimentos, acabam os comentadores por não conseguir concluir nada de especial, a não ser que se vive "um momento decisivo".

O socialista julga que a situação que se vive é complexa e que "pode haver saída do Reino Unido quase involuntária, por incapacidade de o sistema político britânico conseguir gerir uma solução".

"O Parlamento continua a votar contra todas as possibilidades e contra as possibilidades contrárias". É verdade, diz Medina, que "a possibilidade de se votar um segundo referendo esteve perto de ser aprovada; uma solução de união aduaneira também esteve; uma solução do tipo norueguês também teve apoios; mas o Parlamento está dividido". May continua em funções e não se sabe que decisão é que os deputados aprovarão.

Do lado dos 27, o nível de cansaço dos parceiros europeus "é muito elevado" e há uma questão que é a questão crítica/jurídica que ainda não foi ultrapassada para se conseguir dar mais tempo ao Reino Unido: a questão das eleições europeias. "A não saída a partir de determinada data, implica que o Reino Unido participe nas eleições europeias" e é uma decisão que os deputados britânicos terão de tomar para não se instalar o caos.

Para o social-democrata Pedro Duarte, este é um processo que mostra "desde o primeiro minuto, uma enorme irresponsabilidade política por parte dos decisores britânicos". E que é desastrosa do ponto de vista económico e perigosa do ponto de vista social. "A degradação e desconstrução social que se verifica hoje em dia no Reino Unido com esta incerteza é gigantesca. Nós não conseguimos ainda medir o impacto que isto vai ter. E continua a haver uma absoluta incapacidade de se encontrar uma solução.”

“Poderemos olhar para várias opções e soluções. Mas o que torna a coisa mais paradoxal é que esta situação se baseia numa decisão popular - um referendo em que se votou de determinada maneira. E toda a gente está a rejeitar ainda a possibilidade de um novo referendo. Por quê? Porque se diz que não faz sentido estar a perguntar sucessivamente ao povo até se conseguir uma resposta que nos convém. Mas, curiosamente, aquilo que estão a fazer os defensores do Brexit (como a própria Theresa May), é fazer precisamente isso no Parlamento: é levar sucessivamente soluções de acordo a votos até se conseguir a aprovação que se pretende. A solução passa sempre por um novo referendo, com uma pergunta diferente obviamente, mas em que se ponha já em cima da mesa o cenário de um acordo (ou não acordo)".

Exclusividade vai afetar qualidade dos deputados?

A nível interno, aquilo de que mais se falou nos últimos dias foi da possível alteração do estatuto dos deputados. Fernando Medina diz que é a favor da exclusividade, Pedro Duarte considera que o processo de alteração do estatuto dos deputados começou mal.

Este conteúdo é feito no âmbito da parceria Renascença/Euranet Plus – Rede Europeia de Rádios. Veja todos os conteúdos Renascença/Euranet Plus

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  • Gilberto
    04 abr, 2019 lisboa 12:38
    A exclusividade é a demonstração de não liberdade mas de um regime em circuito fechado carreirista e tornar políticos em funcionários do estado com vinculo permanente.Q seja não obrigatória vá q não vá.Agora com o familyjobs gate q atinge todos os partidos com graduações diferentes o convite á abstenção aumenta pois hoje votar PS,PCP ou BE é a mesmíssima coisa.Caminhamos a passos largos para um regime comunista disfarçado ,basta olhar para as teias legislativas contra os grandes investimentos,liberdades individuais e gestão propriedade privada.Estamos a reviver o tempo do PREC comunista Abrilista e o exercito não se mexe ,quanto mais para repor a DEMOCRACIA ,não as pseudo.