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Estágios profissionais. Jovens podem candidatar-se a 4.000 vagas

16 mai, 2017


Os jovens entre os 18 e os 30 anos que tenham pelo menos o ensino secundário são os destinatários principais desta medida.

A primeira fase de candidaturas à medida Estágios Profissionais arranca esta terça-feira e decorre até 16 de Junho. O Ministério do Trabalho tem 18,8 milhões de euros para apoiar 4.000 estágios profissionais.

“Estágios Profissionais” é destinada sobretudo à inserção de jovens no mercado de trabalho ou à reconversão profissional de desempregados.

"A promoção da empregabilidade dos grupos da população com maior dificuldade de (re)integração no mercado de trabalho, como os jovens e os desempregados de longa duração, a redução dos níveis de segmentação do mercado de trabalho e o combate à precariedade constituem desígnios estratégicos da política do XXI Governo Constitucional na área do emprego", realçou em comunicado o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

E acrescentou: "Este quadro de prioridades da estratégia do Governo para o mercado de trabalho inclui, entre outros elementos, a introdução de uma maior selectividade na utilização das medidas de emprego, garantindo uma adequada cobertura dos públicos com maiores dificuldades de integração ou reintegração profissional e privilegiando inserções mais sustentáveis no mercado de trabalho".

Segundo o ministério tutelado por Vieira da Silva, "a medida Estágios Profissionais visa concretizar os objectivos da política de emprego relativos a estes públicos, designadamente complementar e desenvolver as competências dos jovens e dos desempregados, de forma a melhorar o seu perfil de empregabilidade".

Quem se pode candidatar?

Para o cumprimento destes objectivos foram introduzidas algumas alterações à medida, na busca de um maior direccionamento para resultados estratégicos, da promoção da eficácia dos apoios concedidos, da valorização das qualificações, do reforço dos mecanismos de acompanhamento e do reforço dos instrumentos de protecção.

Os jovens entre os 18 e os 30 anos que tenham pelo menos o ensino secundário são os destinatários principais desta medida. Mas podem também candidatar-se pessoas que estejam desempregadas há mais de 12 meses, desde que cumpram alguns requisitos.

Já as pessoas com mais de 45 anos que, caso tenham uma certificação inferior ao nível secundário, terão que estar inscritos em Centro Qualifica.

São igualmente destinatárias da medida pessoas com deficiência e incapacidade, pessoas que integrem família monoparental, pessoas cujos cônjuges ou pessoas com quem vivam em união de facto se encontrem igualmente inscritos como desempregados no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), vítimas de violência doméstica, refugiados, ex-reclusos e toxicodependentes em processo de recuperação, independentemente do tempo de inscrição.

Os estágios têm uma duração de nove meses.

Comentários
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  • anónimo
    16 mai, 2017 portugal 17:23
    Indignado é pouco, é sim senhor. Após o famigerado golpe do 25 de abril de 1974 surgiram neste triste país, (uns estavam por cá, outros andavam na vadiagem pelo estrangeiro), vivendo de assaltos, ou de subsídios de ESTADOS que odiavam o patriotismo dos nossos governantes antes do dito 25 de abril e que tudo faziam para os derrubar. Estes vadios e parasitas, que nunca na vida tinham trabalhado, jamais iriam trabalhar em prol da NAÇÃO, eles apenas se limitaram a roubar o povo e CRIARAM BANDOS, com siglas diferentes, para enganarem o povo. TEM SIDO ASSIM AO LONGO DESTES QUARENTA ANOS. Indignado é pouco, porque na verdade, Portugal é pequeno demais, para ter tanto ladrão.
  • Indignado é pouco
    16 mai, 2017 Viana 14:57
    Sem dúvida, a vida prega-nos partidas… Fazer um estágio profissional não é assim tão mau… Recentemente, fui convocado por um dos Centros de Empregos da zona afecta ao Distrito de Viana do Castelo. Para frequentar um curso de formação de nível 4. Mas como sou detentor de uma Licenciatura; só iria receber o subsídio de refeição no valor de 4,52 por cada dia de formação. A formação tem um total de 1400 h de formação, a decorrer em período laboral, ou seja das 9h-1h e das 2h-5h, todos os dias úteis perfazendo aproximadamente 8 meses. Então, recordei tempos, em que no antigo regime, o meu pai ia trabalhar por um prato de comida, e volvidos 41 anos após a revolução, e depois de ter concluído uma licenciatura e de possuir várias formações, propõem -me fazer formação pelo valor inferior de uma diária...Pois é, a vida prega-nos muitas partidas. Estudar para quê!!! Indignado é pouco.
  • Orabem!
    16 mai, 2017 dequalquerlado 13:26
    Isto já mete nojo estas medidas. O mais triste é o próprio estado a discriminar trabalhadores e a contribuir para a precariedade, vejam as câmaras municipais por exemplo, na qual despejam gente do fundo de desemprego a contratos temporários e a salários mínimos, depois vão rodando, saem uns na situação precária e depois vão entrando outros na mesma situação. NOJO! depois é só doutorzinhos e mais doutorzinhos e vão discriminando os funcionários de há muitos anos nas suas categorias, e ainda reduzindo pessoal dos quadros para meterem contratados. Os trabalhadores vivem mais pobres que os anos 80 e 90. Pelo menos ainda havia trabalhos e tinha-se o escudo. FdP. lambe botas dos estrangeiros, impingiram esta moeda da treta para aumentar o nível de vida, em muitas coisas já se paga 3 ou 4 vezes mais, os salários sempre pelo valor do escudo. Depois os outros é que gastam o que não podem para os sem inteligencia e os que sofrem de cataratas.(burros).E este costa não fica atrás dos outros, segue o mesmo caminho. Depois dizem que o desemprego está a descer?! Tenham vergonha! Ou então devem pensar que toda a gente é parva para acreditar nesta falácia. O trabalhador está a viver um autentico fascismo, onde os patrões se dão ao luxo de explorar e ainda são pagos para tal, e pior, o estado é que que ainda os apoia e ainda segue o mesmo exemplo vergonhoso. Politicos de md São todos farinha do mesmo saco. Parem de insultar o bom senso dos outros!
  • manel
    16 mai, 2017 Almeirim 11:55
    Ora aí está uma GRANDE MEDIDA, mesmo à medida das empresas. 18,8 milhões que nós, o ZÉ, vai dar ao patronato, para que o governo venha dizer que o desemprego está a baixar cá no QUINTAL ! Claro, os empresários aceitam com muita alegria estas benesses, porque é maravilhoso se ter escravos à borla e ainda a ser pago para os ter, mas só durante algum tempo. ISTO NÃO É NOVO.