Tempo
|

Renascença Ouve +
A+ / A-

Apoio Renascença

Setembro Dourado: sobreviver e acreditar

Ana Marta Domingues / Marta Ventura


Sobreviver ao cancro infantil, mas sobretudo viver para lá dele, com o direito a uma cidadania plena. Em Setembro, mês de tantos recomeços e regressos, é preciso poder acreditar ainda mais. Oiça a reportagem e leia os testemunhos. Saiba o que é o Setembro Dourado e passe palavra.

Sabia que são diagnosticados, por ano, cerca de 400 casos de cancro infantil em Portugal? E que esta é a principal causa de morte não acidental? Por cada criança diagnosticada com cancro há cerca de 300 pessoas afectadas, com todas as mudanças que este diagnóstico vem trazer para a vida daquela criança e família.

Setembro é o mês Internacional de Sensibilização para o Cancro Infantil. A Acreditar – Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro, junta-se nesta altura do ano à Campanha Internacional levada a cabo por todo o mundo, chamada de Setembro Dourado, que visa dar a conhecer as questões e os desafios da oncologia pediátrica a toda a sociedade. Este ano é da sobrevivência que se fala. “O cancro não me define” é o lema que os sobreviventes querem fazer valer neste mês de sensibilização. E em tempo de pandemia os desafios são ainda maiores.

É da Acreditar que nos chegam 4 testemunhos diferentes que demonstram bem várias facetas do cancro infantil: atravessar a doença, sobreviver, o luto e também o recomeço em tempo de Covid-19. Leia-os aqui:

- Atravessar um cancro pediátrico - O testemunho de Marta Lamim, 19 anos

- Ser Sobrevivente - O testemunho de Oriana, 31 anos

- Pais em Luto - O testemunho de João de Bragança

- Sobreviver em tempo de Covid-19 -O testemunho de Cláudia Pinheiro, 28 anos

Realidades duras das quais é preciso tomarmos consciência.

A repórter da Renascença Marta Ventura foi tentar perceber quais são os grandes desafios de quem sobrevive a um cancro na infância, o tema do "Setembro Dourado" de 2020. A realidade de quem conseguiu ultrapassar a doença não é tão simples quanto possa parecer. Os "Barnabés" (é assim que chamam aos sobreviventes com cancro na Acreditar), Tiago Costa e Célia Santos, contam como é viver sem poder comprar casa ou como seria fundamental aprovar a "Lei do Direito ao Esquecimento". Oiça-os aqui:

É difícil acreditar na realidade em que vivem muitos dos sobreviventes a um cancro em Portugal. Por isso mesmo é vital alertar para estas situações e resolvê-las o mais rápido possível.

Todos podem participar e ajudar a Acreditar. Pode divulgar a mensagem do "Setembro Dourado" nas suas redes sociais, oferecer ou dar a conhecer aos seus amigos pulseiras e pins laços dourados, organizar desafios dourados com os seus amigos, família e colegas ou fazer um donativo à Acreditar, ajudando as crianças e jovens com cancro em Portugal. Saiba aqui como ajudar.

O "Setembro Dourado" deste ano significa sobreviver ao cancro. Mas sobretudo viver para lá dele, com o direito a uma cidadania plena.
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.